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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O CONCEITO DE CURA

O OBJETIVO de todo este trabalho é alcançar aquilo que chamamos de equilíbrio de energia, ou seja, o ponto em que você consegue vivenciar tanto as coisas boas quanto
as ruins, sem ser por elas desestruturado. A imagem que os Mestres mostram para simbolizar o que é a conquista deste ponto de equilíbrio é bastante interessante:
é a imagem do surfista que sobe em sua prancha e vai seguindo os movimentos da
onda, ele sobe, desce, vira, mergulha. Mas não cai. E esta permanência no ponto de
equilíbrio se deve a um sutil jogo de atenção entre o mover-se e o não mover-se. Voltamos a frisar: estar equilibrado não significa a ausência de problemas em sua
vida, mas sim, que você vai saber lidar com eles.
A palavra "cura" não nos é muito bem-vinda por vários motivos: ela vem sendo muito mal apropriada ultimamente, principalmente quando se refere às práticas alternativas
ou esotéricas — nestes casos, já surge carregada de possibilidades "mágicas" que, na verdade, não existem. Além disto, é empregada sempre num sentido muito restrito,
referente apenas ao conserto dos males físicos. É muito mais do que isto. Cura significa, realmente, a conquista ou o resgate do equilíbrio total, sob todos os pontos
de vista. Isto porque não há desligamento entre as partes da energia que nos compõe: físico, emocional e mental são três corpos contínuos e entrelaçados, e o que
ocorre com um afeta necessariamente o outro.
Isto quer dizer, por um lado, que tudo que aparece de errado no aspecto físico, que é o mais aparente e mais externo, é, na realidade, conseqüência de um desequilíbrio
mais profundo, de alguma interferência que atingiu o eixo central e veio se alastrando até se evidenciar no físico. Por outro lado, isto significa também que, embora
todo trabalho de cura — ou de recuperação do equilíbrio — vise, na verdade, fortalecer o eixo, ele pode ser acionado, elaborado a partir de qualquer uma das
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partes da nossa energia — emocional, físico ou espiritual, porque estará sempre atingindo o todo. O que é preciso, se começamos pelo lado físico, é ter o cuidado
de perceber que a eliminação do sintoma aparente é apenas a limpeza da superfície, e ter atenção para não interromper qualquer processo de "tratamento" enquanto
não sentirmos firmeza na reabilitação a nível mais profundo. Caso contrário, podemos experimentar um constante ritmo de "recaídas" que, na realidade, são provocadas
por uma limpeza que não atingiu o chamado cerne da questão, literalmente.
O processo de formação daquilo que chamamos de doença se dá da seguinte maneira: alguma coisa está acontecendo na minha vida com a qual não estou conseguindo lidar.
Jogo então o problema no corpo e passo, com uma justificativa plausível, sem culpas, a me ocupar com este quadro, já que todo mundo sabe que "a saúde vem em primeiro
lugar". Isto é uma defesa natural de todo ser humano, ou melhor, de todo ser que possui uma representação física neste mundo, como as plantas e os animais. Muito
bem: se este processo ocorrer normalmente, enquanto eu me ocupo da "doença" os outros lados da minha energia ficam livres da tensão provocada por uma atenção permanente,
pela expectativa da resolução, e elaboram o problema que provocou aquela "fuga". No momento em que o problema se resolve, em que a situação de vida se soluciona,
a tendência é de que o mal do meu corpo físico também se re-pere espontaneamente. Mas se eu não conseguir resolver o broblema que está na origem da história toda,
então o que vai acontecer é que o distúrbio físico permanece, se cronifica, e vi- aquilo que realmente podemos chamar de doença.
Por isto mesmo é que uma das formas mais fáceis de fazer "diagnóstico" é localizando qual era a situação de vida que
nela a pessoa estava tendo no momento em que a
doença surjiu, ou qual é a situação de vida na qual ela permanece e que
faz com que a doença igualmente não se vá. Este tipo de detexão não exige nenhuma complicação, muito
pelo contrário: via regra, é algo bastante linear, literal, do tipo: se é uma
situação que eu não quero encarar, ou prefiro fazer de conta que não
sinto ou não suporto
olhar, vou fazer um problema na vista, ou rosto. Se é algo que eu não consigo articular, vai atingir
alguma articulação do corpo. Se é uma dificuldade de elaborar
emoções afetivas, expressar o afeto, vai atingir o coração, a circulação. E assim por diante.
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Esta defesa através do corpo se faz como parte integrante dos processos da natureza. Não há nada de errado com isto. E geralmente, quando conseguimos localizar o
problema da vida que levou a pessoa a se proteger no quadro de desequilíbrio corporal, ela pode chegar a um ponto de equilíbrio até mesmo permanecendo com a própria
doença. Isto porque o fato de entender o processo de formação e atinar com a causa faz com que a relação doente/doença se modifique completamente. A pessoa passa
a não se sentir mais impotente, incompetente diante daquele mal que a assalta, e entende que a doença não é uma coisa imposta, que ocorreu à sua revelia, mas sim,
uma espécie de recurso que ela está utilizando, uma coisa postiça, que não pertence a ela, mas foi como que emprestada para ajudar a suportar uma situação. Como
uma bengala mesmo — coisa de que algum dia na vida todo mundo precisa.
O segundo passo importante quando estamos nos dispondo a curar alguém, é justamente compreender que ninguém cura ninguém. Como disse uma homeopata amiga minha, Cláudia,
"no máximo você pode despertar o curador que existe dentro do outro". Esta visão está corretíssima. O máximo que você pode fazer é trocar a lâmpada. Se tudo estiver
acontecendo no nível da lâmpada, ótimo. Mas o mais provável é que haja alguma coisa no circuito interno, no fio oculto na parede, que não está ao seu alcance consertar.
Naturalmente isto não significa que se deva cruzar os braços diante de situação alguma. Muito pelo contrário, se temos algum instrumento para utilizar, nem que seja
uma palavra ou um abraço, devemos lançá-lo para auxiliar a pessoa. Se alguém está afundando e você tem uma
bóia, jogue. Dependerá sempre da pessoa o gesto, a disponibilidade
de estender a mão e agarrar o socorro. Dependerá até da capacidade de fôlego que lhe reste. Mas se ninguém jogar a bóia, com certeza ela vai se afogar. Todo mundo
pode escolher não se salvar. Porém não há nada pior do que sucumbir por falta de chances. Portanto, é muito importante aprender a pedir o socorro quando precisamos,
e a atirá-lo para quem necessita, mesmo que pareça um caso sem esperança ou que a pessoa se mostre impermeável.
O que esta premissa de que ninguém cura ninguém significa, por outro lado, é que não devemos nos desesperar quando usamos todos os recursos e nada resolve, nem muito
menos entrar numa de que vamos curar de qualquer jeito só porque aprendemos a utilizar um instrumento qualquer, e já sabemos que qualquer um pode provocar uma cura
em si mesmo
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ou no outro. Nenhuma destas duas atitudes corresponde à realidade. A realidade é a de que, novamente aí, vamos encontrar o princípio básico da comunicação: para
que ela se estabeleça, é preciso que emissor e receptor estejam abertos. Não basta eu querer curar — é preciso que o receptor da cura esteja querendo de fato recebê-la.
Se não for assim, nada vai acontecer mesmo. Do mesmo jeito que nada vai rolar se eu fizer todo o meu teatro, usar mil regras e rituais, mas não estiver internamente
a fim de elaborar a cura. Na verdade, quando existe um acordo interno mútuo entre curador e curado, tudo se torna possível, e os instrumentos são indispensáveis,
pois eles são, na verdade, apenas representantes da nossa vontade. Para que uma cura ocorra, basta, num nível profundo, total, verdadeiro, acionar a vontade numa
determinada direção. E aí veremos os milagres como os de Jesus quando dizia apenas: "Levanta-te e anda" e tudo obedecia. Mas, para isto, precisaríamos ter a firmeza
de emissão e manutenção da vibração desta vontade, desta energia de modificação, que geralmente não temos.
Nossas inseguranças nos traem. Vacilamos. Quando se trata de alcançar uma coisa boa, de vivenciar um sucesso de qualquer tipo, a dúvida nos ataca pela base, e logo
colocamos um "se" na história, enfraquecendo a emissão de energia. É por isto que temos a impressão de que as chamadas "Forças do Mal" conseguem ser mais bem sucedidas
— é porque elas não vacilam na busca de seus objetivos. Se eu me proponho a conquistar algo que é bom para mim, seja uma casa nova, uma relação afetiva ou uma cura,
imediatamente começo a me questionar, a duvidar de que realmente consiga, a não me achar merecedor, e ainda por cima, a ter medo de conseguir e ficar vivendo na
apreensão da possível perda. Mas se o objetivo de alguém é destruir, fazer o mal, a tendência é que esta pessoa parta com total convicção para atingir seu objetivo,
sem nem sequer parar para pensar. E então ela alcança com mais facilidade o que queria, simplesmente porque não hesitou. É claro que haverá sempre um retorno. Mas
isto já é outra história.
Pois como íamos dizendo, é preciso então, para que a cura opere, que exista este "acordo" interno entre quem a faz e Quem a recebe. Isto ultrapassa, sem dúvida,
o nível do raciocínio. É alguma coisa bem mais profunda e bem mais complexa
eo que a cabeça que vai determinar se aquela pessoa quer ser curada, se ela pode ser curada,
se ela consegue realmente dispor daquela defesa, jogar fora a bengala. Este buraco é
muito mais profundo do que a compreensão aparente dos fatos. Por
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esta razão é que acontecem coisas para as quais não encontramos uma explicação, como quando alguém diz o tempo todo — mantém um discurso — de que quer a cura, e
tudo se faz, mas nada adianta. Isto significa que o discurso não corresponde à verdade do eixo. Ou, ao contrário: quando é aquela situação em que o doente não acredita
em nada, às vezes, até, um caso muito complicado, e, subitamente, a cura acontece. É justo porque dentro daquela pessoa alguma coisa havia aberto o espaço para a
resolução.
Não tenham dúvida, porém, de que tudo deve ser sempre tentado, se a intuição assim o indicar. Trabalhar os instrumentos de cura, sejam quais forem, é sempre uma
forma de emitir para a pessoa uma energia que vai mexer com ela no sentido de provocar que sua estrutura se modifique na direção do equilíbrio, não fique paralisada.
E, de repente, pode dar um "clique", até mesmo permitindo uma cura inesperada e "milagrosa". No mínimo, a intenção de ajuda traz um conforto, dentro do possível
e também aí, do nível de aceitação de quem recebe. Há pessoas que são totalmente fechadas para o alívio do sofrimento, até mesmo por precisarem utilizá-lo para aliviar
a carência chamando a atenção dos outros, ou para se manterem escondidas atrás dele por se sentirem fracassadas e incompetentes dentro da vida.
Nada vai ser posto na sua frente para curar, nenhum caso, com o qual você não possa lidar. Se o seu sinal interno for verde, siga em frente, mesmo que "não saiba"
o que fazer. Faça o que lhe der na telha, qualquer coisa, e entregue aos De Cima a solução, porque, nesta hora, você é apenas o veículo do trabalho deles. Você pode
se embananar por achar que o caso foge à sua competência, por se sentir pequeno diante da situação, por achar que o seu cansaço físico ou o seu envolvimento emocional
não lhe permitirão saber como agir. Não importa: se alguma coisa dentro de você estiver dizendo "faça", então faça. Entregue aos Mestres e prossiga, seja como for.
Não é de sua responsabilidade o resultado, e mal não vai fazer. Mas será de sua responsabilidade omitir-se quando for chamado internamente. Pelo contrário, seja
qual for a situação que se apresente, se você, por dentro, não estiver sentindo mesmo, claramente, que
deve se meter com aquilo, pode virar as costas tranqüilamente,
porque aquela questão não era para ser resolvida por você, seja o que for.
Não ultrapasse jamais os seus limites para cuidar de ninguém, senão, ambos vão capotar, você e a pessoa. Nem muito
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menos se meta a gastar energia com outra pessoa se não estiver você mesmo energizado. É muito comum a gente ouvir de terapeutas, tanto os de corpo quanto os psicoterapeutas,
que, ao fim de um dia de trabalho, se sentem completamente exauridos. É claro: passaram todo o dia dando energia sem se reabastecer jamais. Outra coisa comum de
acontecer é encontrarmos aquele tipo de pessoa que faz um trabalho de caridade qualquer, tipo trabalha num centro espírita, ou faz um trabalho de cura que todo mundo
considera formidável e admira pela abnegação, e, de repente, esta pessoa, que no conceito tradicional de caridade mereceria o céu, começa a sofrer todos os tipos
de desequilíbrio. Lógico: deu tudo que tinha sem se alimentar e "esvaziou", abriu os flancos, se enfraqueceu energeticamen-te. Muitas vezes, quando estamos tratando
de uma pessoa, é comum sentirmos o que ela está sentindo. Se ela tem uma determinada dor, nós a sentimos, se tem angústia, parece ter passado para nós etc. Isto
acontece como uma forma de ficar nítido para nós que o ponto que devemos tratar é aquele mesmo, nossa abordagem está correta. Se estivermos com a nossa estrutura
bem firmada, protegida, estes sintomas captados se diluirão naturalmente ao deixarmos a pessoa. Mas se estivermos vulneráveis, de alguma forma o desequilíbrio da
energia do outro vai nos atingir. E vai acumulando, acumulando sem que a gente se dê conta, até que nos derruba "inexplicavelmente". Por isto recomendamos expressamente
que não se mexa com a energia dos outros sem antes alimentar a nossa, ou, pelo menos, se for o caso de uma emergência, devemos nos energizar imediatamente após lidar
com o outro. O ideal, é claro, é manter-se permanentemente protegido, trabalhando o fortalecimento do canal. Esta proteção para ser facilmente conseguida pela convivência
constante, de qualquer modo que se prefira, com os cristais. Ou, melhor ainda, com a prática de qualquer exercício de energização, inclusive os sugeridos no livro
Salto do Tigre ou no final deste.
Pode ocorrer que a pessoa que está sendo tratada sofra um processo de descarga, uma espécie de catarse. Na verdade, isto pode acontecer não só durante uma cura,
mas quando se estabelece contato com qualquer coisa que acione as Energias do canal, porque este contato já é, em si, um processo de cura, mesmo que não esteja sendo
acionado conscientemente, através de instrumentos ou de gestos rituais. Estas descargas são absolutamente normais, e não significam que a pessoa está "passando mal",
embora possa parecer. É preciso saber, primeiro, que
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este tipo de descarga so ocorre quando alguma coisa "lá em cima" nos dá o sinal verde, o que quer dizer que podemos soltar a carga naquela hora e local, porque teremos
respaldo, podemos contar com algum tipo de apoio para nos ajudar a elaborar. É por isto que, às vezes, alguém "despenca" sem aviso na nossa frente, ou nós despencamos
inesperadamente na mão de alguém que às vezes não conhecemos: é porque alguém "lá em cima" "soprou" dentro de nós: "Pode ir que vai dar para segurar. Esta é a hora".
Na verdade, sempre que acontece uma coisa destas — que pode se apresentar sob várias formas, como uma dor forte, vômitos, um acesso de choro, medo, angústia etc.
— nós vamos entrar e sair da coisa sozinhos, é sempre um movimento circular. É apenas a explosão de uma necessidade de limpeza que já estava latente dentro de nós
há muito tempo. Depois que "descarregamos", vem o alívio, e podemos resolver o problema melhor.
É como quando a gente tem um enjôo muito forte. Aí você vomita, e
vem o alívio. E então você relaxa e se cuida direito. Só que, na maioria das vezes, nos sentimos inseguros, temos a compreensível necessidade de um apoio externo
para podermos soltar, sem limitações, tudo que precisamos. E nos sentimos mais seguros se houver alguém que nos passe confiança por perto. É como se quiséssemos
alguém para pôr a mão na nossa testa enquanto vomitamos. Na verdade, isto não está alterando nada, nós mesmos é que estamos pondo tudo para fora na proporção e intensidade
em que precisamos, até alcançar o alívio total. Mas aquela mão na testa nos dá segurança para soltarmos tudo sem nos preocuparmos com possíveis atropelos, e ir até
o fim mesmo. O apoio é apenas um apoio, o processo é nosso.
Portanto, se alguém de repente passar por uma descarga destas perto de você, ou se acontecer com você, nem se preocupe — isto só acontece quando há um respaldo,
e acontece justamente para que seja posto à nossa frente o que nos aflige, de maneira contundente, e a gente possa olhar e ver que não há razão para se assustar.
E seguir em frente, sem mais medos. É uma 'limpeza de área", estamos tirando o lixo acumulado de algum modo. Não se espantem, pois, se, ao utilizar um instrumento
de alívio qualquer, houver um acirramento, uma intensificação do sintoma antes que ele desapareça: é assim mesmo, pode ocorrer, embora não seja regra. Se eu uso
um cristal para tirar uma dor, ela pode aumentar antes de ceder. Se estou fazendo um exercício de canalização, posso "ver coisas horríveis"
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antes de me sentir em paz. Se estou fazendo o tratamento do cristal cor-de-rosa (ver o Salto do Tigre), posso ter angústias ou lembranças doloridas. Ou qualquer
outra coisa do gênero. Tudo isto vai passar, necessariamente. Se estiver suportável, prossiga e encontrará logo o alívio. Se estiver incomodando muito, pare, dê
um tempo, e retome o tratamento quando quiser — provavelmente você não sentirá mais uma descarga tão forte, porque aquele estágio já foi ultrapassado.
É preciso também estar atento quando utilizamos um cristal ou outro "puxador" de energia, para não deixarmos que permaneça num ponto sobre o corpo indefinidamente.
Lembrem-se de que estamos lidando com os mesmos circuitos que alimentam, por exemplo, um aparelho elétrico: se ficar ligado ininterruptamente, vai aquecer demais
e pode até estragar. É comum que você pregue um cristal em qualquer parte do corpo e esqueça. Dali a um tempo vai sentir uma dor no local, uma tensão, ou até mesmo
uma queimadura. É só porque houve um acúmulo excessivo de energia naquele ponto específico. Basta retirar o cristal e a coisa
se dissolve.
No tratamento com o cristal ou com a energização, o tempo de recuperação é sempre relativamente proporcional ao tempo que aquele mal levou para se formar. E, mesmo
quando o equilíbrio for restaurado, aquele ponto permanecerá mais vulnerável do que outros. Isto quer dizer que às vezes curamos, por exemplo, uma enxaqueca ou uma
asma. Mas quando tivermos uma pressão muito forte na vida, a tendência é que estes sejam os pontos de defesa atingidos, e que a gente volte a sentir, temporariamente,
os antigos sintomas. E se você tiver uma lesão do tipo considerado irreversível, que tenha uma indicação, por exemplo, cirúrgica, não se preocupe: a cirurgia correrá
da forma mais suave e acertada para você.
Não se esqueçam, sobretudo, que cristal não é aspirina. Ele pode até fazer este papel de remédio, geralmente é bem sucedido quando o utilizamos para aliviar algum
sintoma, mas se não operar um alívio imediato, não se surpreenda, porque esta não é a verdadeira função do cristal. Sua verdadeira função é corrigir, ao longo do
tempo, a causa do desequilíbrio aparente, e nos levar de volta ao nosso fluxo estrutural. Portanto, se você estiver sentindo uma dor e o uso do cristal não resolver
de imediato, não vacile, tome um comprimido. Assim como, se for um caso mais complicado, não tenha dúvida de que, na incapacidade de resolver ele mesmo o problema,
o cristal vai levá-lo com toda certeza até alguém que resolva. Já temos visto inúmeras
situações assim.
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Gostaríamos de lembrar ainda que qualquer trabalho de "cura" = energização = busca do equilíbrio, pode ser opera-cionalizado em nós mesmos, em outra pessoa, ou à
distância, através do uso do nosso próprio corpo como veículo, intencionado para surtir efeito na pessoa em quem pensamos, ou sobre um nome escrito num papel, uma
foto, ou qualquer coisa que represente a pessoa. Mas não se esqueça de que jamais você deve fazer através de você uma energização à distância sem antes ter se energizado.
O uso dos cristais, assim como a prática de qualquer dos exercícios de energização indicados neste livro e no O Equilíbrio da Energia Está no Salto do Tigre tem,
com toda certeza, um efeito curador, dentro do conceito que acabamos de explicar. Ou seja: levarão o praticante ao encontro incontestável do seu ponto de equilíbrio,
da sua capacidade de lidar com sua vida, haja o que houver, sem realmente se desestruturar.
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Texto retirado do livro:

Para mim, apenas o melhor

De:

Virgínia Cavalcante

Editora: Objetiva

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