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domingo, 3 de janeiro de 2010

RUBILITA

Pedra da paixão.

A rubilita é, na verdade, a versão mais bruta da turmalina
rosa. Pode ser usada, inclusive, na posição desta, tendendo ao
quarto chakra, e não apenas ao primeiro. Como todas as pedras
vermelhas, é um estimulante, com ação eficaz e suave. Pode ser
usada sem susto, constantemente, pois a impressão que sempre
temos de que o uso constante do vermelho pode gerar uma "over-
dose" de vermelho não tem o menor perigo de ocorrer quando se
trata da rubilita, pois ela se apresenta como uma mistura de
pigmentos brancos e vermelhos, o que lhe dá, na aparência, um
tom rosa. A presença do branco ameniza o efeito do vermelho.
É uma pedra muito boa para tratar de problemas de fadiga
física, circulação, menstruação, fertilidade, gravidez. Ficou co-
nhecida também como "pedra da paixão", por ter, segundo alguns
depoimentos, provocado encontros inesperados em que surgiram
paixões marcantes. Mas atenção: este é o tipo de paixão mais
movido pelo tesão, pela atração. Não é o que se chamaria de "um
amor tranqüilo".
Quando você estiver cansado e precisar levantar o ânimo,
agir, ponha no bolso qualquer pedra vermelha e saia. Mas a
rubilita, especialmente, tem desempenhado bem este papel.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

RODONITA

Pedra do "pé no chão" nas questões afetivas.

Esta pedra nos permite ter discernimento e critério dentro
das nossas vivências que envolvem qualquer grau da afetividade.
Serve desde as situações em que nos vemos envolvidos com uma
paixão e queremos ter uma idéia clara de com quem e com o que
estamos lidando, até aquelas em que nossa auto-estima está em
jogo. Como no caso de Vítor C., que decidiu oferecer seus
projetos
de trabalho nos Estados Unidos e andou acompanhado de uma
rodonita. Isto lhe permitiu entender que as recusas que levou não
se deviam ao fato de que seu trabalho não tinha valor, mas sim a
outros fatores mais objetivos, relativos aos critérios das
empresas
que procurou. Com este pé no chão, não sofreu abalos em sua
auto-estima e pôde prosseguir em sua tentativa até encontrar
quem estivesse interessado em seu trabalho. A rodonita ajudou-o
a não criar "fantasmas" que pusessem em dúvida sua autovalori-
zação.
A rodonita já foi usada por mães e pais que precisavam
lidar melhór com seus filhos. E há um caso interessante: Maria de
Fátima era uma mulher altamente insatisfeita com o seu marido,
e tinha seguidos amantes. Começou a usar a rodonita e percebeu
que "a galinha da vizinha" não era a melhor - ou seja, que o »
marido que tinha em casa era um homem de ouro, que ela não
o perdeu por um triz .

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

QUARTZO VERDE

Pedra da cura.

Quartzo verde é a pedra da cura por excelência. Embora
todas as pedras verdes possam ser usadas para este fim curativo,
o quartzo verde é considerado como o principal ativador da cura,
pois age como estabilizador do tranco do emocional sobre o
físico,
segurando este impacto e amenizando os prejuízos desta relação
quando desequilibrada.
O quartzo verde é chamado de "o enfermeiro", porque
vira, mexer, põe remédio, dá injeção e ninguém consegue ficar
zangado com ele, porque é extremamente simpático.
É a pedra que vai cuidar também das relações de simpatia
e antipatia entre as pessoas, ou seja, estabiliza também os
impactos
causados pelos desencontros de magnetismo nos relacionamen-
tos, e que podem gerar desestabilizações e mal-estar.
Em qualquer caso de doença pode e deve ser usado, prin-
principalmente quando não temos um diagnóstico preciso ou quando
não sabemos o que fazer, como tratar. Faz uma excelente parceria
com a ametista: o quartzo verde estabiliza a cura, o que quer
dizer,
elimina a doença se for possível ou a coloca no ponto mais supor-
tável e mais saudável possível, enquanto a ametista joga a pessoa
no próximo estágio - que não sabemos o que será, mas será o
melhor para ela, sem dúvida.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

QUARTZO ROSA

Pedra da harmonia. Do afetivo.

O quartzo rosa - ou cristal cor-de-rosa, como é mais
conhecido, é a pedra que vai cuidar do equilíbrio afetivo por
excelência, trazendo a harmonia interna e externa, em função da
não-existência da carência e suas conseqüências desestabilizado-
ras de pessoas e ambientes, das relações consigo mesmo e com os
outros.
Usado normalmente, o cristal cor-de-rosa vai eliminar a
angústia, a depressão e levantar nossa auto-estima, balancear
nossas questões afetivas. Deve estar presente em qualquer situa-
ção em que se queira a recuperação e manutenção da harmonia.
Esta pedra possui, porém, uma função específica, que é a
de fazer o trabalho do resgate da carência afetiva, sobre o qual

falamos em nossos livros anteriores. No entanto, vamos recordar
e complementar a informação de como ele exerce esta função: antes
de mais nada, este "tratamento" da carência afetiva não pode ser
feito para outra pessoa, e tem que ser uma decisão consciente e
escolhida, uma vez que ele nos levará a uma "viagem" por situa-
ções do passado em que nos sentimos desvalorizados, para nos
mostrar que não tínhamos de fato razão alguma para nos sentir-
mos desvalorizados e baixar nossa auto-estima. Tal viagem pode
ser às vezes dolorida e mesmo angustiante - e caso isto se torne
insuportável, basta desintencionar e parar de vez ou momentanea-
mente com o tratamento. Por isto ele só pode ser feito para nós
mesmos - pois não temos como saber seus efeitos sobre o
emocional de outra pessoa.
Uma vez intencionado o início de resgate, mergulham
num processo de seis meses a um ano e meio, em que vamos voltar
de alguma maneira ao passado. Isto pode acontecer através de
insights, sonhos, conversas ou voltasreais à situação. Vamos
contar aqui alguns exemplos de como isto se dá. Lembre-se sempre
de que quando falamos em afetivo não estamos nos referindo a
terceiros amorosos apenas, mas às relações que são os fundamen-
tos da nossa afetividade através da nossa formação.
Sônia S. começou a usar o cristal cor-de-rosa e um belo dia
teve uma crise inexplicável de choro, sentindo muita raiva e má-
goa. Lembrou-se então de um episódio que havia apagado com-
pletamente da memória: quando era menina, sua mãe, uma mu-
lher de origem humilde, conseguira para ela uma vaga num
colégio interno. Certo domingo, ao ir visitar a filha, ouviu uma
queixa qualquer da freira a respeito da menina, uma coisa boba.
Mas, com medo de perder a bolsa e pensando agradar a freira, a
mãe de Sônia entrou no dormitório e, sem dizer uma palavra,
deu-lhe uma violenta e dolorosa surra. Sônia, paralisada pelo
espanto, não verteu uma lágrima. Até o dia em que o cristal rosa
"desenterrou" o fato, mostrando a ela que não tinha culpa, que
fora mera tolice da mãe.
Cláudio B. havia terminado mal um casamento, sem esgo-
tar a relação, nem conversar direito. Viajou para o exterior por
três
anos e, ao voltar, começou um namoro. Mas não conseguia engre-
nar relação alguma, por conta das coisas que haviam ficado perr
duradas no casamento mal resolvido. Um dia, a namorada nova
cansou-se, separou-se dele, mas antes lhe deu um cristal rosa
para
ajudá-lo a resgatar o passado afetivo. Casualmente, Cláudio reen-
controu a ex-mulher. Acabaram voltando a viver juntos e, depois
de alguns meses, terminaram novamente a relação. Só que desta
vez sem brigas e sem mágoa, entendendo apenas que era o melhor
para os dois.
Carolina D., hoje uma senhora com mais de sessenta anos,
teve um noivo na sua juventude que, subitamente, rompeu com
ela e casou-se com outra. Durante anos conviveram nos salões da
sociedade mineira sem que ela jamais tivesse entendido o porquê
daquele rompimento. Um belo dia, Carolina estava em visita à
fazenda de seus pais, no interior, e se preparava para a viagem
de
volta, quando um carro com chofer apareceu trazendo-lhe o con
vite do ex-noivo- hoje um político influente - para que voltasse
com ele até Belo Horizonte no seu jatinho particular. Ele estava
passando por ali em campanha e soubera que ela estava lá. Caro-
lina aceitou e, para seu espanto, durante mais de uma hora no
avião, quase cinqüenta anos depois, ouviu dele todas as explica-
ções que sempre desejara, e entendeu que não tinha havido nada
de errado com ela. Num certo momento, o ex-noivo interrompeu
a conversa, espantado com sua própria atitude, e disse a ela que
não estava entendendo por quê, depois de tanto tempo, tivera
necessidade desta conversa. Ao que ela respondeu, rindo, e sem
que ele pudesse compreender. " Ivlas eu sei: é o cristal
cor-de-rosa!"
Paula T. tinha um histórico de relacionamentos mal acaba-
dos. Ao começar a viagem do cristal rosa em busca do resgate,
teve
uma série de sonhos em que conversava com os ex-namorados,
posicionando-se. Em função disto, conseguiu reabilitar sua auto-
estima, compreendendo, através das conversas nos sonhos, sua
verdadeira posição em cada episódio, sem cobranças e desvalori-
zações, e acabou conseguindo ser bem-sucedida no amor.
Danilo V., um rapaz de 17 anos, declarou que iria usar o
cristal, mas não tinha nada a resgatar, já que se considerava
jovem
demais para ter um passado. A única coisa importante de que se
queixava era a perda de uma amiga, com quem discutira e, em
seguida, ela se mudou da cidade, e ele a perdera de vista,
sentin-
do-se culpado pela maneira como agira. Assim que começou a usar
o cristal, recebeu uma carta desta amiga anunciando que viria à
cidade de origem, e acabaram se reencontrando e resgatando a
amizade.
São inúmeros e fantásticos os "casos" do cristal cor-de-ro-
sa. Dariam um livro inteiro por si só. É uma viagem que vale a
pena, e ela termina quando conseguimos afirmar que somos per-
feitamente gostáveis e acreditar que quem se relaciona conosco só
tem a lucrar. Neste momento estamos prontos para retomar - ou
para finalmente iniciar - os relacionamentos afetivos bem-suce-
didos. Para abrir estes caminhos do coração vamos utilizar as
pedras verdes e rosa que têm caminhos (turmalina, rodonita,
rodocrosita e malaquita).
O cristal cor-de-rosa é excelente para crianças, pois balan-
ceia na hora em que acontecem as possíveis causas de uma futura

carência, fazendo com que a criança ponha pra fora o que a magoa,
o que a perturba, e não deixe que isto se entranhe e se torne um
buraco sem fundo à disposição de qualquer analista ou guru no
futuro.
Além disto, o quartzo rosa é um ótimo calmante, excelente
contra insônia, inclusive. É também tiro e queda para apaziguar
ambientes exaltados em geral. Reduz a agressividade e a ansieda-
de.
É também chamado de pedra do colo. Segurá-lo sempre
traz uma agradável sensação de conforto, de consolo. De não se
estar sozinho, abandonado. Nos casos de angústia e depressão,
pode ser colocado no meio do peito, entre os mamilos, na altura
do coração. Ou carregado no sutiã ou no bolso da camisa. É um
grande e carinhoso amigo.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

QUARTZO FUMÊ

Pedra da concretização.

O quartzo fumê vai ter as mesmas atuações da turmalinà
preta, ou seja: proteção (vide observações onde falamos sobre o
chakra de base), concretização e abertura de caminhos e conquistas
materiais na nossa vida.
Sua principal função, porém, é a da concretização. Isto
quer dizer que deve sempre ser usado quando desejamos realizar
de fato um objetivo, e pode ser acoplado à pedra da questão.
Também é excelente para pôr o nosso pé no chão, pois nos faz lidar
de forma realista com as circunstâncias que nos cercam, o que
possibilita que caminhemos de forma mais fluida, por não estar-
mos envolvidos em enganos e ilusões. Isto vai desde a aceitação
da minha imagem física, que é uma das formas como me relaciono
com o mundo (por exemplo, se sou gordo, não vou ficar mais
brigando" com esta questão, vou conviver com ela, agir de acordo
e obter os melhores resultados da minha relação com o mundo
enquanto gordo. O mesmo se tenho uma certa quantia de dinheiro
-saberei qual o modo mais proveitoso de viver com o que tenho),
até os casos que a pessoa "perde o rumo", tipo uma depressão,
confusão mental, excesso no uso de bebida e drogas, doenças que
não acabam mais. Nestas situações, deve-se dar à pessoa o cristal
fumê para que não perca o chão, não se desconecte da realidade,
acoplado a um branco ou azul, para lhe dar clareza de raciocínio,
compreensão. Cianita e quartzo branco funcionam muito bem
nestas situações.
Organicamente, o fumê serve para tratar as partes mais
sólidas do organismo, isto é, ossos e músculos em geral. E atua
bem onde é preciso "concretizar", solidificar alguma coisa. Por
exemplo: para prender o intestino, ou para segurar derrames,
inclusive os da vista, causados por diabetes (neste caso, fazer
óculos - vide "AMETISTA" - com o fumê do lado atingido pelo
derrame, um quartzo branco do outro e uma ametista no centro.
O fumê serve ainda para ser usado quando queremos
enraizar alguma coisa, inclusive a nossa própria vida. Quando
usado durante algum trabalho espiritual, tipo meditação ou leitura
de cartas, impede que "voemos", seja numa ilusão ou no medo dos
fantasmas ou em algo inesperado como uma viagem astral. A
turmalina também é altamente eficaz neste caso. E, se for uma
situação de vida que esteja nos puxando para este lado da "mira-
gem" ou da dificuldade de resolução, também vai fazer com que
nos sintamos enraizados na realidade objetiva.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

QUARTZO AZUL

Pedra de estabilização da comunicação.

O quartzo azul retira e elimina as interferências e inade-
quações nas comunicações. Limpa as influências confusas, os "ruí-
dos" no canal. Tipicamente, aquelas situações em que as pessoas
surdas: cada um fala uma coisa que o outro não entende.
pode ser usada quando as pessoas não conseguem se entender,
e se queixam disto. Ou por aquelas pessoas que encontram uma
inadequação na sua fluência de expressão, ou seja, têm a sensação
de isolamento, de que não conseguem se fazer compreender, de
que falam uma coisa e as pessoas ouvem outra, ou de que pensam
uma coisa e no final acabam falando outra, ou de que "o mundo
não as compreende".

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

QUARTZO BRANCO

Pedra do equilíbrio.

O quartzo branco é o equilibrador por excelência. Dono do
prisma, contém todas as cores e pode ser usado no lugar e função
de qualquer uma delas. É, portanto, uma pedra polivalente. E o
ativador e desativador da energia (obedecerá à nossa ordem men-
tal) em qualquer situação.
Limpa o campo áurico e o ambiente, promovendo uma
constante limpeza das energias. É estimulante e atua bem contra
o estresse e a fadiga. Muito bom para a clareza de raciocínio
para
promover a lucidez e a compreensão. Para tratar de todos os
problemas cerebrais e nervosos. Ótimo também para ajudar a
clareza de raciocínio no trabalho, pois agiliza a mente.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

PIRITA

Pedra do autodiscernimento. Da autocrítica.

Conhecida como "ouro de tolo" devido ao seu brilho
semelhante ao do ouro, a pirita anda fazendo bastante este
papel,
pois os comerciantes, espertamente, a têm vendido com a garantia
de que "é a pedra que traz dinheiro" e os compradores, tolamente,
têm acreditado nisto e vêm pagando preços extorsivos por ela.
Na realidade não é nada disto, mesmo porque não existe
mágica para ganhar dinheiro (vide considerações sobre esta ques-
tão onde abordamos o terceiro chakra). O que a pirita vai fazer é
nos propiciar o autodiscernimento, ou seja, a capacidade de dife-
renciarmos nosso brilho verdadeiro do nosso brilho falso. Nosso
potencial concreto de realização e nossas ilusões a respeito de nós
mesmos, a idealização distorcida que só nos atrasa na vida e nos
afasta da satisfação palpável e possível.
Capazes deste autodiscernimento e desta autocrítica, sim,
podemos nos dirigir para aquilo em que melhor nos aplicamos,
propiciando uma adaptação reta ao que é nosso e conquistan-
do, como conseqüência, as riquezas que nos pertencem.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

PEDRAS NOBReS

Na verdade, todas as pedras são nobres, mas chamamos
por este "apelido" aquelas que têm uma função específica de tratar
a energia sutil. São elas: o diamante, a safira e o rubi.
Estas três pedras podem ser usadas, como as outras, para
resolver qualquer questão do chakra ao qual sua cor se reporta.
Mas atuam, a rigor, muito mais sobre a chamada energia sutil, do
que imediatamente sobre a parte mais palpável do que somos. É
como se, ao usá-las, estivéssemos consertando a antena do lado de
fora, o "radar" que capta nossas ondas mais altas, e não o
aparelho
de tevê atingido aqui e agora, no campo onde podemos vê-lo. Não
que este trabalho não seja necessário, mas, por vir "de lá para cá",
tendemos a sentir mais lentamente os seus efeitos. Por outro
lado,
qualquer ajuste operado "daqui para lá" -ou seja, dos níveis mais
visíveis e mais fáceis para nós de lidar, repercutirá no equilíbrio
de todo o nosso ser, indo até as mais altas dimensões.
Estas três pedras são, sem dúvida, de uso suplementar. Seu
uso, de qualquer modo, deve ser sempre acoplado com as pedras
básicas, que trabalham a estrutura mais concreta. Podemos enca-
rá-las, estas três pedras, como amplificadores do trabalho
realiza-
do pelas pedras básicas, como nossos "alto-falantes" para outros
planos.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

PEDRA-DO-SOL

Pedra da auto-confiança. Pedra do brilho máximo.

A pedra-do-sol é uma pedra linda, encontrada nos tons de
marrom-dourado ou azul-violeta. Ambos parecem cobertos por
uma purpurina dourada, que representa o nosso brilho máximo.
A pedra-do-sol dourada vai trabalhar o nosso brilho exter-
no, diante do público, principalmente nas situações em que vamos
nos sentir testados de algum modo. Ela vai nos tornar confiantes
de que estamos sendo brilhantes e vai nos fazer passar isto,
parecer
brilhantes aos olhos dos outros. Isto não é apenas uma impressão,
pois esta pedra coloca em atividade máxima o melhor do nosso
potencial de realização, o que conduz ao sucesso, ou, pelo menos,
abre as chances para que e(e ocorra. Nos dá, no mínimo, a certeza
de que entramos com tudo e não nos permite nos sentirmos
fracassados. Sugerimos que esta pedra seja utilizada depois de
nos
sentirmos em contato com o eu, ou seja, depois de termos traba-
lhado o chakra do amarelo: Ou nas ocasiões específicas em que o
o desafio não nos peça menos do que ter que ser realmente
brilhan-
tes, uma ocasião decisiva. Não é uma pedra para se usar indiscri-
minadamente, pois sustentar o brilho exige uma estrutura sólida,
proveniente do conhecimento consciente de si mesmo. Brilhar sem
substância acaba por nos fazer ruir.
A pedra-do-sol azul trabalha num nível mais interno. Per-
mite que tenhamos o máximo uso do nosso potencial de percepção,
de intuição, de captação, de outras dimensões e, ao mesmo tempo,
que comuniquemos a este mundo à nossa volta aquilo que perce-
bemos da forma mais brilhante. É um canal direto. Este cristal
nos
dá a dimensão do nosso brilho interior, trabalha a nitidez e a
certeza das nossas idéias e da nossa expressão. Traz confiança no
nosso brilho interior, de modo que possamos trazê-lo a público
sem medo. Faz, portanto, um trabalho anterior e conjugado com a
pedra-do-sol dourada.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

PEDRA-DA-NEVE (SNOW STONE)

Pedra da turbulência.

A pedra-da-neve é um quartzo branco leitoso, que lembra
a neve. É o estabilizador do equilíbrio. Segura as turbulências
quando estamos procurando o equilíbrio dentro das situações, da
mesma forma como quando um avião está tentando se equilibrar
em meio à turbulência. Pode, inclusive, ser usada no plano físico
durante as viagens, para proteger contra este tipo de
desestabili-
zação.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

PEDRA-DA-LUA

Pedra do discernimento. Da serenidade. Da fertilidade.

A pedra-da-lua vai atuar exatamente como a luz da lua
sobre uma estrada de fazenda: nos dá a luz suficiente para
perce-
bermos os contornos mais sutis. Ao contrário da claridade óbvia,
da exposição provocada pela luz solar, o clarão lunar exige uma
quietude para que a percepção seja nítida.
É, portanto, a pedra que vai trabalhar a nossa calma inte-
rior, que leva ao discernimento e à serenidade, à paz de espírito. E
nos torna preparados e receptivos para receber, nesta calma do
íntimo, do âmago, todos os estímulos e acontecimentos. Neste
sentido, por trabalhar o nosso lado receptivo, pode ser
considerada
como a pedra que trabalha o nosso princípio feminino, como o
modo de recebermos os estímulos e os fertilizarmos.
Pode ser, pois, usada para tratar, no campo físico dos
problemas considerados femininos: gravidez, fertilidade, distúr-
bios hormonais, etc.


Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

OPALA

Pedra da plenitude. Pedra da Fonte Geradora.

A opala tem sido considerada uma "pedra de azar" por
puro mal-entendido: apenas, foi vilã de um romance de Sir Walter
Scott, escritor inglês, e isto lhe valeu a má fama que nem a
rainha
Vitória conseguiu dirimir. A rainha descobriu que possuía minas
valiosas de opala na Austrália, então sob domínio britânico, e
obrigou as damas da corte, assim como ela mesma o fez, a usar
vestidos bordados com opalas, para tentar apagar a má fama que
o romance havia criado. Mas não foi exatamente bem-sucedida -
continuou-se a dizer que a opala "pega" as influências e energias
quaisquer de um ambiente.
Não é bem assim, aliás, o ponto de vista é contrário: a opala
é a única pedra que não tem uma estrutura molecular definida e
contém muita água. Por isto, quando a olhamos, percebemos que
capta as cores (lembra um pouco a madrepérola). Na verdade, é
uma pedra de um incrível fortalecimento, pois esta sua capacidade
de absorção faz com que possa tudo conter, representa a plenitude.
A opala é, pois, apedra da Fonte, do Todo. No candomblé,
inclusive, é a pedra de Oxalá. Trabalhamos com ela para saber
como alcançar e direcionar a nossa plenitude. Este trabalho é
acoplado com o uso da magnetita ou da hematita. (Vide "O casa-
mento da opala com o minério de ferro", neste livro.)

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

ÔNIX

Pedra da separação. Do fechamento.

No nosso trabalho, não usamos o ônix, nem nenhuma
outra pedra preta lisa. Isto porque as pedras lisas nesta cor
signi-
ficam uma parede inteiramente fechada, densa, sem poros, que
não dá passagem a nenhum tipo de energia, apenas rebate. Desta
forma, pode até nos proteger contra energias desequilibradoras
que venham em nossa direção, porém não as eliminam. Pelo
contrário, ao rechaçá-las sem dissolvê-las, como faz a turmalina
preta, provoca a sua permanência no ambiente, onde continuam
vibrando e se acumulando, com a possibilidade de causar danos.
É por isto que o ônix é conotado, como as pedras pretas, a cor
preta
em geral, com as "forças do mal". Na chamada "magia negra" os
praticantes usam esta cor para se defender e acabam colhendo os
efeitos da reverberação. Toda cor preta, quando usada para efeitos
de energização, deve ser cortada por um "caminho", ou seja, por
uma outra cor qualquer.
O ônix é, pois, uma pedra de separação. Não recomenda-
mos este uso, pois já vimos casos em que foi utilizada num mo-
mento de raiva ou mágoa e gerou um arrependimento posterior e;
quase sempre, irreversível. Geralmente, quando se quer - com
toda a certeza-separar duas coisas, põe-se os nomes (pessoas ou
situações) num papel e, sobre ele, a calcita ótica com um ônix por
cima.
Mas cuidado, muito cuidado com as atitudes radicais e
impetuosas: Cristina S. tinha um filho que brigava demasiado com
o pai. Usou o ônix para separar os dois. O resultado foi que o
filho
se mudou de casa, indo para outro estado-o que, evidentemente,
era o melhor para ele, mas não era o que a mãe queria. E o rapaz
nunca mais deu notícias.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

OLHO-DE-TIGRE

Pedra da descomplicação.

O olho-de-tigre é uma pedra muito bonita, encontrada nas
cores marrom-dourado, azul ou vermelho. À medida em que a
viramos, é como se uma luz se movesse na sua superfície, moven-
do a sua cor em nuances diversas. Isto significa que esta pedra
nos
permite enxergar as várias nuances de uma questão que parece
muito embrulhada, entender seus vários ângulos. Ver, como o seu
próprio nome diz. O olho-de-tigre deve ser utilizado nas situações
em que é preciso olhar e ver. Enxergando, mesmo não entendendo,
conseguimos perceber por onde ir, que movimento fazer. Descom-
plicar.
O olho-de-tigre marrom serve para descomplicar as situa-
ções concretas, como um todo. Por exemplo: Renata V. conseguiu
atravessar uma briga de família por causa de uma herança, uma
situação em que cada um dizia uma coisa e todos queriam ter
razão, com o uso do olho-de-tigre. Carlos T. estava pendurado há
um longo tempo numa série de entraves burocráticos para acionar
uma bolsa de estudos já conseguida, e pôs tudo em andamento
graças ao olho-de-tigre marrom.
O olho-de-tigre vermelho descomplica nossas atitudes. É
a pedra da saída. Feita para aquelas situações em que é preciso
agir,
encontrar uma solução de qualquer jeito, independente da com-
preensão. por exemplo: Regina M. estava com obras em casa, e as
coisas de ordem prática se complicaram a um ponto extremo, tudo
na mais perfeita desordem. O olho-de-tigre vermelho permitiu que
ela não se estressasse, agindo da forma mais conveniente, desde o
lidar com os operários, até à organização das coisas que estavam
todas fora do lugar. Esta pedra nos faz funcionar dentro das
confusões práticas e emocionais como se ligássemos um piloto
automático.
O olho-de-tigre azul descomplica o pensamento e a comu-
nicação. É para aquelas situações em que pensamos, pensamos,
pensamos, ou falamos, falamos, falamos, e parece que estamos
andando em círculo, sem sair do lugar. Ela nos ajuda a achar o
fio
da meada e prosseguir, de alguma forma, reativando o movimen-
to. Fisicamente, trata das dislexias e problemas cerebrais
ligados à
fala e à comunicação.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

OBSIDIANA

Pedra da justiça. Pedra da revelação.

Esta pedra é o chamado "pão-pão, queijo-queijo", ou "os
pingos nos is". Ela põe tudo no devido lugar, fazendo justiça. Ao
contrário da leopardita, que desmascara as aparências de uma
forma branda, a obsidiana não tem perdão, é contundente: quando
ela mostra a verdadeira face de uma situação-ou as verdadeiras
faces, porque vai apontar todos os lados - o faz de uma maneira
radical e, geralmente, sem volta. Mas também, tão bem-feita, que
nem sequer sentimos a sensação de perda, apenas entendemos que
aquilo não nos serve, se for o caso de largar a situação ou
pessoa.
Ou temos a clareza do que fazer, quando é algo que nos exige
qualquer providência.
Lembre-se de que quando você está usando a obsidiana
para saber o que ocorre com pessoas ou situações que lhe dizem
respeito, a sua própria posição também será colocada às claras.
Jorge B. era empregado numa livraria esotérica e resolveu colocar
na mesa de trabalho várias obsidianas para "funcionar como uma
metralhadora, revelando todos os inimigos ao mesmo tempo". Foi
vítima de sua própria carga pesada: em menos de vinte e quatro
horas descobriu-se que ele cometia pequenos e constantes roubos,
do tipo cobrar mil cruzeiros a mais sobre cada livro que vendia.
Foi despedido.
A obsidiana é uma pedra muito pesada e deve ser usada
com cuidado. Na verdade, sua origem é a lava vulcânica, da qual
é formada, e é a única pedra que não contém água em sua estru-
tura. Não deve, pois, ser usada junto ao corpo, porque tende a
"sugar" nossas emoções (simbolizadas pela água), podendo nos
fazer sentir pesados, depois de um certo tempo. A não ser que
você
seja uma pessoa extremamente aérea. Mas o melhor é utilizá-la
deixando-a no ambiente e, quando terminar o que tiver para
fazer,
desintencione-a e deixe-a em qualquer cantinho, sem sufocá-la.
Use para uma tarefa de cada vez.
As revelações que a obsidiana é capaz de fazer são dos
mais diversos tipos: já atuou eficazmente em casos onde se encon-
traram ladrões e assassinos, literalmente fazendo justiça. Muito
comumente é usada num ambiente em que parece haver "algo
estranho", para revelar quem é quem, ou sobre o nome de alguém
que nos pareça "suspeito". Maria Clara Z., por exemplo, estava
suspeitando de que uma de suas empregadas a roubava. Colocou
o nome sob a pedra. No elevador, ouviu uma conversa de duas
outras empregadas do prédio que não a conheciam, contando que
era a sua segunda empregada que andava "armando" para incri-
minar aquela de quem ela suspeitava. Descoberta a verdade, usou
a turmalina preta com quartzo rosa para afastar sem atritos a
verdadeira culpada, que acabou se demitindo.
Mas as possibilidades de uso da obsidiana são realmente
incríveis. É uma pedra altamente poderosa. Um de seus usos mais
interessantes é para encontrar o diagnóstico em casos de saúde
confusos. Coloca-se a pedra sobre o nome da pessoa, ao ládo do
quartzo verde, ou de qualquer outra pedra verde.
Quando se deseja uma revelação a respeito de uma ques-
tão específica, põe-se a obsidiana ao lado de uma pedra do
chakra
correspondente e, havendo pessoas envolvidas, sempre sobre o
nome das pessoas escrito num papel. Assim, Lucia V. estava com
um trabalho, um armário, preso num carpinteiro que jamais lhe
respondia ao telefone. Colocou o nome dele com a obsidiana e um
fumê junto, para saber se ele iria concretizar ou não a entrega,
e o
homem acabou aparecendo. Beatriz C. usou a obsidiana com o
quartzo rosa para saber quem era na verdade o homem com quem
estava se envolvendo, pois achou que sua paixão não a deixava
enxergar. Atitudes mostraram que era uma ótima pessoa. Já Tereza
e Bernardo L., cuja filha estava em vésperas de se casar,
resolve-
ram, por via das dúvidas, colocar a obsidiana sobre o nome do
noivo, que conheciam há anos. Casualmente, o encontraram com
outra e descobriram que era o famoso "tremendo mau-caráter". O
noivado foi desfeito.
A obsidiana tem sido usada ainda por pessoas que desejam
se revelar profundamente para si mesmas, inclusive nas sessões
de psicoterapia. Neste caso, deve ser usada pelo cliente, para
evitar
um envolvimento indesejável causado pela possível revelação das
emoções do terapeuta. Foi também usada por famílias onde as
pessoas queriam se mostrar umas às outras como realmente eram,
buscando um melhor entendimento. A pedra foi usada no ambien-
te, sobre o nome de todos, e, em alguns casos, acoplada a um
cristal
da área da comunicação (quinto chakra).
A obsidiana pode e deve ser usada, é claro, em todas as
questões judiciárias. Quando você tem certeza de que está com a
razão.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

MALAQUITA

Pedra da cumplicidade. Das alianças corretas.

A imagem da malaquita sempre me é mostrada como
aquela ponte de madeira balançante sobre o abismo, que
aparece nos filmes tipo Indiana Jones. Isto porque sua função é
exatamente garantir as pontes de relacionamento onde a afetivi-
dade é complicada e conturbada. Permite que se atravesse as
tormentas e despenhadeiros com relativa, pelo menos suficiente,
segurança, mantendo os elos concretos necessários. Como no caso,
por exemplo, de parentes (mãe e filho, cunhados, etc.), que têm
uma relação difícil, com ressentimentos, má comunicação, diver-
gência, mas que, por força de serem uma família, muitas vezes até
de morarem juntos, precisam se relacionar. A presença da mala-
quita nestes casos permite que se mantenha uma convivência ao
menos minimamente decente, viável.
A malaquita vai também nos mostrar quem são os nossos
cúmplices nesta vida. De um modo geral e também em situações
específicas. Como quando nos juntamos a um grupo de qualquer
tipo e não conhecemos as pessoas, mas precisamos estabelecer com
quem fazer as alianças necessárias. Neste caso, a malaquita vai
nos
apontar tais pessoas, principalmente quando usada em conjunto
com a leopardita (ou pele de leopardo, ou leopard).

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

MAGNETITA

Pedra do alinhamento de energias.

A magnetita é o minério de ferro por excelência e possui
intensa capacidade magnética, atuando como um ímã. Quando
sofremos qualquer tipo de desequilíbrio na vida, isto significa
que
nossas energias entraram em desalinhamento. Caberá à magnetita
refazer a nossa conexão com o eixo mais profundo da terra, que
ela representa, com o nosso lado mais matéria, nos centrando de
novo.
Este trabalho vai ser feito em conjugação com uma das
pedras da parte espiritual (funciona muito bem com o quartzo
branco), encarregada de alinhar o canal no seu nível não-denso.
Junto com a opala, a magnetita vai fazer um trabalho de
equilíbrio do dar e receber, de aprendizado da troca, propiciando
uma melhor aplicação, o não desperdício da nossa plenitude (vide
"O casamento da opala com o minério de ferro", neste livro).


Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

LEOPARDITA (LEOPARD OU PELE DE LEOPARDO)

Pedra de tirar as máscaras. De revelar a hipocrisia.
Esta pedra tem a fabulosa propriedade de tirar as másca-
ras. De revelar as hipocrisias, as mentiras. Situações ocorrem em
que a pessoa que está sendo falsa fica súbita e inegavelmente nua,
de uma forma impressionante, irreversível. De um modo geral,
você percebe a verdade e a pessoa hipócrita nem nota que foi
descoberta, o que lhe possibilita uma vantagem de movimento nas
atitudes a tomar.
Marina T., por exemplo, havia passado anos suspeitando
de que sogra e nora não gostavam dela, mas ambas mantinham
uma relação aparentemente normal com ela, sem deixá-la ter
acesso aos seus verdadeiros sentimentos. Começou a usar uma
leopardita na sala de sua casa. Num certo dia em que a nora e o
filho estavam lá, saiu da sala para buscar um copo deágua que a
nora pedira, mas teve que voltar do meio do caminho para pegar
uma coisa que esquecera. Foi o suficiente para, afinal, escutar
uma
conversa, sem querer, em que a nora a atacava e o filho
procurava
disfarçar, contornando as coisas, pois era muito ligado à mãe e não
queria atritos. Num outro dia, sua sogra, depois de anos e anos
de
convivência, lhe revelou que sempre a achara uma pessoa muito
acima do que ela própria era, o que lhe dificultara sempre conse-
guir uma boa aproximação, por não se achar à altura de sua
amizade e convivência, já que não tinha estudo algum. Claro, as
máscaras não servem apenas para propósitos ruins, por vezes
protegem uma fragilidade. Graças às revelações da leopardita,
Marina pôde definir, sem mais angústia, uma melhor relação com
filho, nora e sogra. E consigo mesma, dentro da família.
Quando usada em parceria com a malaquita, a leopardita
vai fazer com que encherguemos rapidamente quem são de fato as
pessoas e com as quais podemos nos aliar. É muito útil para quem
trabalha com psicoterapia, astrologia e outras atividades em que
o cliente costuma se defender, embora esteja ali com o intuito
de
se revelar. A presença da leopardita no ambiente de trabalho
ajudará o terapeuta a ter um acesso rápido e sem danos à verdade
do paciente, que não será perturbado pelo processo. A leopardita
provoca revelações espontâneas, naturais. Acontecem "por aca-
so", e você pode escolher que posição tomar diante delas. Não
força você a uma decisão inexorável, como pode acontecer com a
obsidiana. Tem um efeito mais suave.
A leopardita pode ser usada, fisicamente, para tratar da
pele. Geralmente, se esfrega no local atingido, sem forçar.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

LÁPIS-LAZÚLI

Pedra do insight. Da inspiração artística.

O lápis-lazúli é uma pedra azul com riscos dourados.
Como todas as pedras que contêm o dourado, tem a ver com
trabalhos espirituais. É boa, portanto, para "morar" no ambiente
de quem trabalha com este tipo de coisa, ou para quem deseja
aprimorar sua qualidade energética.
O dourado é uma cor que pertence à dimensão seguinte à
nossa, e, quando se apresenta em caminhos, "vai buscar" informa-
ções que estão além da nossa compreensão racional. Tais informa-
ções, quando "espocam" na nossa cabeça feito um flash, nos
trazendo a compreensão súbita de alguma coisa, ou, pelo menos,
uma boa pista para isto, chamamos de insight-ou seja, enxergar,
ver dentro, "sacar".
O lápis-lazúli pode ser também utilizado com sucesso nas
situações em que precisamos encontrar, dentro de um processo
criativo, soluções e encaminhamentos. É a pedra da inspiração
artística. Pode ser usado ainda na função simples de qualquer
pedra azul.
No entanto, é preciso ter cuidado ao comprar um lápis-la-
zúli, pois freqüentemente vende-se a sodalita, que é extremamente
semelhante, mas de valor comercial muito menor, em seu lugar. A
sodalita não tem riscos dourados, e sim, brancos, como às vezes
ocorre também com o lápis-lazúli.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

KUNZITA

Pedra de levantar a moral.
A kunzita é a pedra que vamos usar quando estamos
abatidos moralmente. Quando nossos valores, nosso código moral
está sendo posto em dúvida, agredido, balançado, por nós mesmos
ou pelos outros, por uma situação. Quando estamos, pois, de
moral baixa, a kunzita aparece para abrir nossos canais de
contato
com os níveis mais espiritualizados da auto-estima, ou seja: nos
reconectando - como se alguém estivesse "soprando lá de cima"
os conceitos filosóficos que baseiam nossos valores existenciais.
Recuperamos a nossa visão conceitual a respeito do que temos
do que nos parece
certo ou errado na vida, e, desta forma, nos reposicionando,

levantando e recolocando nossa moral, isto é, este código de valores
que norteia nossas atitudes.
Esta pedra pode, portanto, ser também usada para pessoas
que têm valores confusos, que têm dificuldade de estruturar e
definir os seus próprios valores.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

jADE

Pedra da sabedoria.
Não temos nenhuma experiência específica com o uso do
jade. Mas há relatos históricos que comprovam sua eficácia como
calmante, a espécie de calma que permite julgar tranqüilamente as
situações, observar sem paixões. É, por isto, a pedra que promove
a sabedoria. A pedra de Salomão.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

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Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

HEMATITA

Pedra da circulação.
A hematita é uma pedra que se apresenta com uma apa-
rência de corcinza, quase prateada, mas na verdade isto se deve a
uma intensaconcentração de pigmentos vermelhos. Contém alta
quantidade de ferro, como o sangue humano. Por isso, é a pedra
por excelência para tratar de questões sanguíneas.
Como é capaz de fazer com que os elementos do sangue
estejam nas suas melhores condições, vai favorecer a nossa circu-
lação mais correta. Transfere-se este efeito para a vida: a
hematita
é a pedra que vai nos dizer por onde circular melhor dentro das
situações que se apresentam.
A imagem mostrada para entender a atuação desta pedra
é a de uma pessoa que circula entre os convidados de uma reunião
social, em função de um novo campo de trabalho. Circula entre
todos, buscando onde pisar no terreno ainda desconhecido, e vai
andando com desembaraço, um sorriso discreto nos lábios, um
copo de coquetel na mão, comportando-se da maneira mais correta
e producente, conseguindo distinguir com quem e como deve falar
para atingir melhor seus objetivos e estabelecer o alcance e as
possibilidades de sua verdadeira área de circulação dentro daque-
la situação nova.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

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Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

GRANADA

Pedra do preguiçoso. Pedra da coragem.
A granada é um estimulante por excelência. Trabalha mais
ao nível do estímulo mental, fazendo-nos entender por onde,
quando e como devemos nos mover. Nos atira de frente nos
acontecimentos. Deflagra, abre caminhos. Traz uma clareza de
escolha. Faz uma excelente dupla com a dolomita ou com o jaspe
vermelho, isto é: com a granada eu decido o que vou fazer, com a
dolomita eu parto para executar o que decidi.
Muito boa para pessoas que estão precisando de um "guin-
daste" que as levante, em qualquer sentido.
Excelente para tratar da sexualidade.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

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Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

GRAFITADO

Pedra da indicação.
O grafitado é um cristal de quartzo branco com fio de
turmalina, tipo rutilo. É um cristal turmalinado, como se diz.
Pode
ser usado como auxiliar no equilíbrio, por conter preto e
branco, e
fazer o chamado "equilíbrio pelas pontas", que é quando se utili-
zam estas duas cores considerando como se elas representassem,
englobassem, todas as outras da espinha dorsal energética.
Assim como o rutilado, com seus caminhos dourados,
aponta os caminhos através da iluminação, da percepção, da com-
preensão, o grafitado tem como sua função principal indicar a
maneira mais concreta de pisar nestes caminhos.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

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Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

FLUORITA

Pedra da superação. Do apoio, da amizade.
A fluorita é uma pedra belíssima, que, na sua estrutura
original, compõe-se de várias cores: azul, verde, branco, amarelo,
roxo e marrom, em listas. Geralmente é vendida no comércio em
pedaços pequenos, contendo uma ou duas destas cores. O pedaço
que você possui pode ser utilizado no chakra de sua cor (por
exemplo, a fluorita amarela pode ser usada para qualquer proble-
ma do terceiro chakra), e, ao mesmo tempo, pode ser usado para
obter o efeito geral da pedra.
A fluorita, no seu uso genérico, é um excelente calmante,
muito bom contra a insônia, os edemas, a febre, o excesso de
agressividade e a ansiedade, e pode ser usada à vontade.
Como atuação específica, ela funciona como uma pedra de
superação das situações. Nos faz ver, encarar e entender os diver-
sos ângulos de uma questão, de modo cru e direto. Funciona como
um calço, um apoio sobre o qual nos firmamos para compreender
que temos motivos suficientes para não permanecer mais naquela
vivência, superando-a, esgotando-a e seguindo adiante. Como um
amigo de verdade faria, uma crítica honesta - por isto, é a pedra
que representa a amizade, a mão que seguramos para nos apoiar
e seguir em frente com confiança. No entanto, a tenção: não adianta
usar a fluorita se não estamos em condições ou realmente dispos-
postos a encarar a situação e sair dela.
Se a pessoa estiver numa depressão, por exemplo, dificil-
mente conseguirá suportar um olhar de frente para o que está
causando esta depressão. Melhor, nesta hora, usar uma ametista
para que ela mude de fase, simplesmente, sem pensar muito, e uma
esmeralda e/ou quartzo rosa para lhe dar o colo necessário. De-
pois, se for o caso, entra a fluorita. Também não adianta pedir o
seu auxílio para pôr fim a uma história qualquer, quando, no
fundo, estamos dizendo "mas, quem sabe, se eu tentar mais uma
vez, de outro jeito..: '

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

ESMERALDA

Pedra da esperança. Pedra do prazer.
Esta pedra trabalha, como o truque do Para Mim Apenas o
Melhor (vide livro do mesmo nome), sobre os sentidos, ativando-
os, para que restabeleçam, através do cultivo das sensações praze-
rosas, a harmonia e o equilíbrio. Nos trazendo de volta,
sobrepon-
do-se a qualquer embate do racional, à percepção e à certeza de
que existem coisas boas nesta vida. Resgatando a esperança.
A esmeralda vai nos aumentar o grau de percepção
sensorial, como nos fazer reviver sensações prazerosas por que
passamos, como se nos transportasse de volta a estes momentos
num flash de lembrança que não ocorre na cabeça, mas sim na
emoção e na revivescência.
A esmeralda nos ajuda a atravessar as situações duras, em
que estamos sendo pressionados, atuando como uma luz no fim
do túnel. Por isto mesmo, vai tratar, na área física, dos distúrbios
de pressão - pressão alta ou baixa, que nos ocorrem exatamente
nas situações em que nos encontramos sob pressão.
Nos casos de depressão e angústia a esmeralda é extrema-
mente útil. Deve ser aplicada antes ou paralelamente a qualquer
tratamento, para manter viva a esperança. Principalmente naquele
tipo de buraco que parece sem saída, em que a pessoa atingida
acredita que nada mais resta para ser feito, a esmeralda vai
levan-
tá-la do fundo e lembrar-lhe que ainda existem coisas boas - e
esta idéia será trazida pela experimentação das sensações agradá-
veis que ela desperta, irracionalmente.
A esmeralda é também um ótimo ativador da sensualidade.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

DOLOMITA

Pedra da decisão.
A dolomita parece exatamente um tijolinho. Tem a cor e a
textura extremamente semelhantes, o que quer dizer que é de um
vermelho amarronzado, ou marrom-avermelhado. Densa e opaca,
ela se conota com a área de concretização (chakra de base, mar-
rom), aliada ao poder de decisão (vermelho, primeiro chakra).
Tem o poder de nos tirar das encruzilhadas. Isto não
segnifica que vai nos dizer o que fazer, mas sim que vai nos
obrigar
a andar de alguma maneira, aliviando o impasse, destruindo.
Na área física, é excelente para tratar de problemas dos
joelhos, que representam as nossas encruzilhadas na vida. Toda
vez
que estamos diante de uma dúvida cruel sobre por onde seguir, que
caminho tomar, a tendência é que surja um problema na área dos
joelhos. Neste caso, a dolomita (ou o jaspe vermelho) pode ser
usada
pregada com esparadrapo sobre o próprio joelho e/ou junto com a
pessoa de qualquer maneira e/ou dentro de uma bacia com água (em
qualquer temperatura), onde se deixa os pés repousarem durante
qualquer tempo, quando se está vendo televisão, por exemplo.
Os joelhos podem também ser tratados com o cristal fumê,
que é o "dono" da área de pés, de pernas e rege os ossos e
músculos, as coisas sólidas do nosso organismo, das mesmas
maneiras descritas acima para o uso da dolomita e do jaspe. Em
caso de dor, pode-se acrescentar ao tratamento uma das pedras
antidor, ou seja, ametista ou fluorita. No caso de utilizar a
bacia
com água, pode-se sempre acrescentar um punhado de sal, que
ajudará a equilibrar mais ainda, como cristal que é.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

CRISTAL FANTASMA

Pedra da canalização. Ou da meditação.
Os cristais fantasma são aqueles que, quando olhamos
dentro deles, vemos como se houvesse outros se formando. São
pontas de quartzo branco ou fumê que contêm dentro de si a forma
esboçada de outras formas, num estado mais primário parecendo
uma vegetação, esverdeada ou marrom, ou num estágio mais
avançado que parece uma nuvem branca - isto depende do
momento de composição físico-química em que o quartzo se en-
contra dentro de sua evolução na natureza.
Estes "embriões", estas formações dentro de uma forma já
completada, representam o nosso canal de ligação com a Fonte
Geradora, a onda de energia do Universo da qual fazemos parte,
e os nossos diversos níveis de energia, todas as nossas
dimensões.
Assim sendo, esta é uma excelente pedra para abrir este nosso
canal, equilibrando nosso eixo profundo, e nos mantendo em
contato constante com o Cosmos. Este conjunto de energias prote-
toras seria aquilo que os espiritas chamam de "falange", nossa
falange espiritual.
Com todas as nossas dimensões energéticas ativadas e
constantemente presentes, nos encontramos protegidos, sem dú-
vidas. No caso da turmalina preta, ela nos protege por nos
fincar
na realidade material, concreta. No caso do fantasma, porque ele
nos conecta com a nossa realidade mais sutil, espiritual, a
cons-
ciência da nossa grandeza e verdadeira dimensão enquanto ser
universal. Na prática, pode ser usado como cristal de proteção em
qualquer situação, inclusive no carro, na casa, na carteira, etc.
Muito bom para andar com crianças.
Quando queremos proteger uma questão que nos parece
especialmente fragilizada, usamos o fantasma sobre o chakra ou
junto a uma pedra deste chakra.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

CRISOPRASO

Pedra do perdão. Da auto-exigência.
O crisopraso é uma pedra verde-limão, verde-amarelada,
que vai trabalhar o gostar (quarto chakra) de mim (terceiro

chakra). É uma pedra para pessoas que têm um nível de auto-exigência
exagerado, que são muito duras consigo mesmas-e, conseqüen-
temente, tendem a sê-lo com os outros também. É para quem tem

a "síndrome do fracassado" e se cobra todo o tempo pelos menores
insucessos.
O crisopraso vai nos ensinar a sermos mais doces conosco,
a nos darmos colo, a perdoarmos os nossos fracassos. Vai nos
ensinar a ter um melhor conceito de nós mesmos, nos entendermos
melhor, afetivamente. É uma espécie de autocarícia. Ameniza o
autojulgamento, alivia as nossas culpas.
Fisicamente, é usado para tratar de diabetes, baço, vesícula
e pâncreas.
Cuida da instabilidade do humor. Do mau humor, das
mudanças súbitas e inexplicáveis de humor. Da amargura.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

CRISOCOLA

Pedra do estresse.
Esta pedra parece um "mapa-múndi" daqueles em que a
gente estuda geografia na escola: azul-esverdeada, com manchas
de ambas as cores e caminhos que parecem rios entre elas. Ela é,
exatamente, a pedra que nos abre os caminhos para por pra fora,
expressar o que sentimos, as nossas emoções, e o que pensamos
também. Desta forma, evita o sufocamento, o represamento que
ocorre quando não conseguimos fluir as emoções e que causa o
acúmulo, a sobrecarga, nos faz carregar mais do que devemos ou
podemos, nos faz carregar o peso morto do que já deveríamos ter
tirado de nós. Esta sobrecarga aprisionada é que causa o desgaste
que conhecemos por estresse, ou seja, a situação em que nossas
forças, por agüentarem mais do que o devido, começam a se
quebrar. A crisocola é, pois, a pedra que alivia e recupera o
estresse.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

CORNALINA

Pedra da estabilidade emocional.
A cornalina atua eliminando as confusões entre aquilo que
sonhamos e o que de fato podemos realizar. É como um "pé no
chão", que nos possibilita entender o quanto, dentro dos
nossos
desejos, fantasias e expectativas, tem condições para se tornar um
fato em nossa existência. Como uma âncora, a cornalina impede
que "voemos" todo o tempo e mais alto do que podemos, sem
entrar na vida real. Desta forma, estimula nossa criatividade de
uma maneira objetiva, dirigida para as realizações possíveis.
Isto não se refere apenas aos "grandes" sonhos. Pelo con-
trário, é um modo pequenino e eficaz de nos trazer o bem-estar
dentro do cotidiano, tornando possível o maior de todos os sonhos:
viver a nossa vida em paz, na medida em que fluímos sem grandes
complicações que nos impedem de vivenciar os pequenos prazeres
e satisfações que, somados, constroem o rumo de longo alcance da
nossa vida.
Nos livramos dos sonhos impossíveis, dos "delírios" que,
ao perseguir, buscando além de nossas possibilidades, acabam por
criar uma indisposição com as nossas realizações e a desesta-
bilização da nossa confiança, da nossa estrutura emocional.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

CITRINO

Pedra do posicionamento. Pedra do EU.
O citrino vai nos ajudar a alcançar a realização pessoal, o
preenchimento, a plenitude. Provoca um encontro claro com aqui-
lo que somos e um respeito à nossa verdade, que faz com que
tomemos uma posição coerente e sincera diante de tudo na vida.
A satisfação e a certeza do que somos vai nos levar a elaborar
melhor nossas escolhas e a querer e conseguir realizar o que de
fato desejamos. Isto inclui todas as questões mas,
especificamente,
o que é relativo ao que produzimos, ao nosso trabalho.
Quanto mais a nossa produção for coerente com o que
somos e podemos, melhor será. Logo; esta produção conseguida a
partir do nosso melhor potencial é a maior chance de obtermos
uma recompensa justa, ou seja, o lucro e o sucesso. Portanto, o
citrino é a pedra que, cuidando da nossa realização pessoal, nos
ajudando a encontrar nosso verdadeiro lugar neste mundo, vai

cuidar das nossas questões de trabalho e de dinheiro, do nosso
reconhecimento público, vai nos trazer o aplauso e a aprováção. O
citrino nos levará a enriquecer em todos os sentidos.
É a pedra da alimentação, ou seja: nos diz como nos
preenchermos. Uma vez preenchidos, satisfeitos,.plenos, ocupa-
mos o espaço que nos pertence, e dentro do qual, por destino,
devemos existir.
Na área física, vai tratar de todos os distúrbios do aparelho
digestivo, principalmente, e também do aparelho respiratório.
Incluindo aí a falta ou o excesso de apetite, a obesidade, o
fumar
ou beber demais.
O citrino, por ser considerado a pedra do aparelho diges-
tivo, pode ser utilizado, por tabela, também para a área do segun-
do chakra, no caso de não se encontrar uma pedra cor de laranja.
É comumente utilizado também na água de beber, e atua como um
excelente "limpador" das vias digestivas e dos rins, enfim, de
todos os filtros do organismo, até os intestinos.
O topázio, embora se refira mais especificamente ao apare-
lho respiratório, pode ser usado com as mesmas indicações do
citrino. Ambos são pedras que "levantam o astral", trazem a
alegria, não apenas pessoal, mas também nos ambientes carre-
gados e difíceis.
O citrino é muito bom para crianças. Ajuda na formação
clara do eu, da personalidade.
Esta pedra vai tratar - como outras amarelas - da AIDS
(de preferência em conjunto com a azurita, que defende o sistema
imunológico, e também, se possível, com o quartzo verde e a
ametista, ambos usados basicamente em qualquer caso de cura).
A AIDS é uma doença de solidão, um reflexo social dos nossos
tempos, uma doença que expressa o isolamento e a não aceitação
das pessoas. Ela ocorre com pessoas que, em geral, não encontra-
ram espaço para expressar o eu. Testemunhamos, inclusive, casos
de reviravoltas positivas e alongamento do tempo de vida de
aidéticos que, ao chegarem nesta situação-limite, deram uma vira-
da de vida no sentido de partirem para fazer algo que realmente
desejavam, exercendo, de alguma forma, a sua maneira de ser.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

CIANITA

Pedra da tensão. Da força interior.
A cianita é uma pedra excelente para aliviar a tensão. É,
inclusive, utilizada industrialmente em fornos de alta
temperatu-
ra, por ser a pedra que melhor resiste às altas pressões. Por
isto,
nos ajuda a suportar e relaxar quando estamos sob tensão. Neste
caso, pode ser colocada diretamente em qualquer ponto da nuca,
pregada com esparadrapo ou durex, na posição vertical, de jeito
que não incomode. Aliviará os sintomas conseqüentes da tensão,
como enchaqueca, dor de coluna, falta de ar, dor de estômago,
etc.
Pode ser também usada de qualquer outra maneira pela pessoa
atingida.
Esta pedra é ótima para a clareza de raciocínio. Tanto nas
situações de trabalho (é ótimo mantê-la na mesa de trabalho),
quanto para os casos de confusão mental e dificuldade de enten-
dimento. Pode ainda ser usada para abrir a comunicação entre
pessoas ou num ambiente, como todas as azuis, e pode funcionar
como calmante, já que acalma o pensamento e diminui o nível de
tensão.
A cianita tem caminhos tanto na cor - azul e branco -
como na estrutura. É uma pedra que "descasca" com facilidade,
lembrando aquele tipo de pessoa que é frágil na aparência mas
possui uma força interior inabalável, uma determinação e uma
firmeza de posicionamento - pode ser usada para trabalhar esta
força interior quando necessário.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

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Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

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CANGA ROSA

Pedra do trauma.
A canga rosa é um equilibrador profundo de auto-estima,
que vai atuar na reconstituição dos tecidos afetivos mortos, des-
truídos, ou quase, por abalos muito fortes. Resgata os traumas.
Não é para ser usada de qualquer maneira nem em casos mais
simples de depressão e angústia, que serão bem tratados pelo
quartzo rosa e pela esmeralda.
A canga rosa vai ser usada em histórias como a de Sueli R.,
cuja filha, ao entrar num segundo casamento, inexplicavelmente
se afastou dela, e proibiu as netas de falarem com ela. O
sofrimento
foi em doses homeopáticas, já que moravam no mesmo prédio e
muitas vezes se cruzavam no elevador, como estranhos. Acontece
que o apartamento em que a filha morava pertencia a Sueli, que
foi obrigada a pedi-lo para fazer sua própria moradia. Ao entrar
no apartamento que a filha deixara, acompanhada de alguns ami-
gos e dos outros filhos, todos tiveram um choque: mais uma vez
sem a menor explicação, a agressividade atingiu um grau violento:
não só o apartamento estava destruído na medida do possível, com
fios arrancados, armários quebrados, etc., como havia trabalhos
da
pior macumba espalhados por todo canto para recebê-los. Uma
mágoa desta profundidade pode ser tratada, delicada e lenta-
mente, pela canga rosa. Até atingir um estágio menos dolorido,
mais suportável, em que as outras pedras possam entrar em cena
e agir.
A canga rosa é uma pedra que se apresenta na forma de
uma espécie de aglomerado, ou seja, um grupo de pontinhas. Os
aglomerados são os restabelecedores do equilíbrio por excelência,
pois nos permitem entender os movimentos dos altos e baixos da
vida, dentro da questão a que se referem.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

CACOCHINITA

Pedra da terapia.
Esta pedra contém as cores violeta (transformação, mu-
dança de fase) e laranja (relações emocionais com as situações
cotidianas). Sua atuação é bem específica, portanto: ela opera
transformando a nossa atitude e capacidade de lidar com os
impas-
ses do dia-a-dia, de forma estrutural, ou seja, terapêutica.
Deve ser usada em qualquer situação de terapia, física ou
emocional, sendo colocada em qualquer parte do ambiente duran-
te as sessões. Pode ser colocada também sobre a área do chakra,
ou em qualquer lugar junto à pessoa, quando a intenção é "tera-
peutizar", quer dizer, transformar as nossas relações básicas com
o cotidiano.
Esta pedra tem um grande poder de cura, podendo ser
usada para todas as questões da área, principalmente os rins,
sobre
os quais terá uma boa atuação quando colocada na água que a
pessoa bebe (mas pode ser usada, inclusive, mais de uma pedra
simultaneamente, de qualquer outra forma).


Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

CALCITA OU QUARTZO LARANJA

Pedra do cotidiano.
A calcita laranja muitas vezes é encontrada sob o nome de
quartzo laranja. Como todos os quartzos, é um estabilizador.
Equilibra as relações emocionais com o dia-a-dia, esclarecendo as
confusões e descomplicando nossa maneira de agir diante dos
pequenos impasses que surgem a cada instante.
É a pedra da elaboração, nos ajuda a saber lidar com estas
pequenas coisas que nos complicam todo o tempo, as decisões
imediatas diante das quais nos vemos ao longo do dia e que,
quando mal resolvidas, acabam nos empacando na vida como um
todo. Uma posição tranqüila diante dos embates cotidianos indica
com mais clareza por onde devem ir nossas escolhas.
Esta pedra vai estabilizar os impactos que causam as re-
ações chamadas "de fundo emocional", isto é, "segura" e contorna
as situações que, sendo difíceis para nós de suportar, provocam
um sintoma imediato no físico, que vai justificar o nosso impedi-
mento de lidar com o que está acontecendo naquele momento -
tipo uma dor súbita, um distúrbio de pressão, um desmaio, etc. É
muito boa para manter um ritmo suportável na vida de quem tem
muitas atribulações.
Na área física, vai tratar dos intestinos, dos rins, da região
lombar (músculo e coluna) e dos ovários (neste caso, funciona bem
em dupla com a rubilita, inclusive nos casos de fertilidade).

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

CALCITA ÓTICA

Pedra da conexão.
A calcita ótica é uma pedra que parece um cubinho de gelo.
É utilizada na fabricação de prismas e lentes de alta precisão.
Sempre que sofre um corte, mantém sua forma retangular. Quan-
do colocada sobre uma linha, provoca um interessante efeito vi-
sual: duplica a linha, transformando-a em duas paralelas. À medi-
da em que vamos movendo a pedra sobre as duas linhas elas se
unem, voltando a ser uma. É a conexão das partes. A calcita ótica
é a pedra, portanto, que tem a capacidade de fazer com que as
paralelas se encontrem antes do infinito. Isto é: ela atua como

um unificador nas situações em que existem duas ou mais partes afins,
com afinidade, mas com dificuldade de conexão:
No caso de uma relação, por exemplo, de qualquer tipo:
quando as pessoas querem de fato se entender mas não estão
encontrando uma maneira, usa-se a calcita ótica. Quando há diver-
gências definitivas e definidas, quando as pessoas não desejam se
encontrar, ou apenas uma delas, ou parte delas o quer, então,
usa-se o biterminado, que estabelecerá uma ponte ou afastará de
vez - pois juntar ou desunir é uma forma de estabelecer a comu-
nicação correta. O biterminado liga ou desliga. A calcita ótica
possibilita que encontremos o ponto de contato, de entendimento,
quando ele parece perdido.
Estas duas pedras podem ser usadas juntas. Geralmente
se coloca o biterminado atravessado sobre a calcita, e desta
forma
se reforça as possibilidades de conexão e contato. Pode ser
coloca-
do no ambiente ou sobre o nome das pessoas escrito num papel,
ou sobre o nome da pessoa e situação. Por exemplo: Maria Helena
é dona de um barzinho, uma lanchonete pequena. Todos os dias
passava pelo doloroso processo da contabilidade, uma coisa
difícil
para ela. O uso de uma calcita na mesa de trabalho ajudou-a a
conectar-se com a situação e resolver o impasse. Depois de algum
tempo, passou a fazer as contas com facilidade.
A calcita ótica tem sido usada com sucesso para "segurar"
a osteoporose (usar na água de beber, ou sobre o nome da pessoa,
ou com ela de alguma forma. Se possível, acoplar com o quartzo
fumê, que concretiza e trata dos ossos). E também a usamos para
estabilizar na medida dQ possível as situações conseqüentes de
derrames cerebrais, principalmente quando os lados direito e
esquerdo da pessoa ficam desconectados (geralmente se põe a
calcita e o biterminado atravessado sobre ela em cima do nome ou
no quarto da pessoa).
A calcita ótica é muito boa para dirimir as dúvidas, os
mal-entendidos que impedem as pessoas de entrar em contato em
qualquer situação (tipo briga de condomínio, por exemplo, quan-
do há uma intenção comum de acertar mas há divergências sobre
como fazê-lo).


Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

LEMBRETES ÚTEIS

Chamamos de cristal, indiferentemente, qualquer tipo
de pedra e não apenas aqueles tecnicamente assim designados. É
um linguajar comum não apenas ao meio esotérico, mas também
aos que lidam com o comércio de pedras - os "pedristas" - do
garimpeiro ao exportador.
Não perca de vista: o cristal é um instrumento. Não é
ele que opera sozinho o "milagre", a "mágica" da cura. Como
qualquer energizador, ele vai obedecer à sua vontade profunda,
harmonizar você o seu melhor, ajudá-lo a encontrar o
equilibrio.
Muitas vezes a atuação do cristal não corresponderá à
sua vontade racional ou ao seu entendimento "consciente". Espere
e reflita. Com o passar do tempo, vai entender que o que recebeu
era de fato o melhor para você. O cristal atua no nível do seu
inconsciente profundo, equilibrando o eixo e trazendo você para
o fluxo fluido do seu próprio caminho.
O cristal é uma energia vital. Possui uma capacidade de
pulsação magnética que atrai e expulsa energia do campo onde se
encontra. Faz, portanto, um movimento no contexto energético,
impedindo a estagnação e o apodrecimento de qualquer instância
(física, espiritual ou emocional), limpando as impurezas e impon-
do uma organização e um equilíbrio das correntes energéticas por
ele operacionalizadas.
Portanto, lembre-se: CRISTAL NÃO É ASPIRINA. Ou
seja: não foi feito para se tomar como remédio. Não é este o seu
papel. Ele pode até - e geralmente o faz - funcionar como um
eliminador de sintomas (tipo dor, insônia, angústia, etc.). Isto
acontece porque, sendo uma energia viva, vai mexer com os
pontos nodais de energia, nervos e músculos truncados, o que traz
um alívio imediato, por vezes. Mas na realidade seu uso deve ser
constante e não circunstancial, para que possa curar a causa que
está por trás dos sintomas visíveis.
Caso você use um cristal para eliminar um sintoma ime-
diato e o sintoma não desapareça, não hesite: tome um comprimi-
do. Não fique esperando a "mágica".
O cristal funcionará a curto, médio ou longo prazos,
equilibrando a questão a que se refere, acredite você ou não. A
convivência, a presença de um cristal no seu ambiente é o suficien-
te para garantir sua eficácia.
No entanto, esta eficácia será reforçada pela sua intenção
consciente e pelos cuidados que você dispense ao seu cristal,
como
se fosse um amigo querido ao qual você vai dar condições ideais
de trabalho. O que significa: limpá-lo, energizá-lo, colocá-lo num
local agradável e "conversar" com ele.
O cristal é um energizador como muitos outros. Sua
atuação sobre o campo de um sintoma, por exemplo, corresponde
à de um saco de água quente que emite calor, de uma lâmpada, de
um exercício respiratório, etc. São todos relaxantes que, ao soltar
o ponto atacado pela nossa tensão, alcançam um efeito de alfvió,
certamente com mais chances de rapidez do que qualquer calman-
te. Outro instrumento poderoso e prático são as nossas próprias
mãos. Falaremos sobre a energização com as mãos ao final deste
manual.
Ninguém pode afirmar com certeza até que ponto o
cristal funciona por causa das suas interações físico-quanticas com
os elementos que alcança e com os quais interage num campo
magnético, ou até que ponto vai a eficácia simbólica (processo pelo
qual elegemos qualquer coisa como símbolo e determinamos, nós,
que este símbolo causará um efeito. Passamos a utilizar este
objeto
sempre que desejamos alcançar tal efeito, e ele nos "obedece",
tornando-se ponte e instrumento para a realização das nossas
determinações internas). Não há dúvida, porém, de que o cristal
funciona.
Não se esqueça: nenhum comportamento de depen-
dência é saudável. Quando utilizamos qualquer tipo de instru-
mento como uma bengala, temos que ter consciência de que este é
um processo válido, mas apenas intermediário. Qualquer ins-
trumento fora da nossa própria vontade e decisão serve apenas
para auxiliar a retomada da nossa capacidade de atitude. Jamais
pode ser confundido com um alicerce, é apenas um ponto de apoio
transitório.
Isto quer dizer que se durante algum tempo, ou depois de
um apego intenso, você se "esquecer" dos seus cristais, se
"desli-
gar" deles, é apenas um comportamento natural.
Não alimente mistérios nem atribua episódios "incom-
preensíveis" a qualquer instrumento energético, porque isto não
corresponde à verdade, é fruto da cabeça dos homens. A lingua-
gem da natureza é clara, simples e direta. Quanto menos você
complicar sua leitura, mais chance terá de entender os "sinais".
Não adianta repetir como um papagaio rituais e manias
os cristais - ou qualquer outra coisa - porque leu num
livro ou porque alguém lhe disse que funciona. Isto é pura perda
de tempo. Nada em que você não acredite com convicção, porque
faz um sentido absoluto para você, funcionará. E as forças da
natureza não precisam de rituais, a não ser os que você cria ou
adota por fé consciente ou como instrumento de uma relação
afetiva com seu objeto. O próprio cristal, quando você o utiliza
sem
acreditar nele, se encarregará de criar os acontecimentos que vão
lhe mostrar que ele funciona. Não é preciso forçar nada.
Se alguém puser a mão no "seu" cristal, não tenha uma
crise histérica. Não vai alterar nada, na verdade. Se achar que
pegou uma "carga negativa", simplesmente limpe, energize e
continue usando. Se não quiser mais usar, devolva para a
natureza.


Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

AATUAÇÃO DOS CRISTAIS

cristal é um sintonizador, e como tal deve ser utilizado.
Ele não é a solução final dos seus problemas. É o botãozinho que
vai lhe permitir acertar os ponteiros confusos e encontrar o
cami-
nho para a saída, livrar-se das interferências.
Como se dá esta atuação? Através da ativação da espinha
dorsal energética.
O campo energético universal se divide em faixas de fre-
qüência energéticas, que são vibrações mais ou menos intensas,
que formam campos mais, ou menos, densos.
Onde a energia é menos densa, mais rarefeita, mais abs-
trata, há uma mistura harmônica e natural de tudo que existe. É o
que chamamos o todo, a perfeição.
À medida em que estas freqüências se adensam, aglutinan-
do as partículas de energia em corpos concretos, materializados,
passa a haver uma divisão inevitável, pois cada grupo de partícu-
las que se junta forma um corpo físico separado dos outros. Ou
seja: tudo que é materializado existe dentro e em função dos
limites, isto é, das fronteiras que determinam as diferenças palpá-
veis no mundo da forma.
Há um limite sempre, uma fronteira, entre cada compo-
nente do campo físico: entre o quente e o frio, claro e escuro,
duro
e mole, etc. Até um certo ponto, por exemplo, é dentro. Alcança-se
o limite. Dali em frente, passa a ser fora. Até um certo ponto, é
cedo. Depois da fronteira, passa a ser tarde. E assim por
diante.
Nós, que vivemos no campo físico, que somos matéria,
somos, pois, pautados pela existência inevitável destes limites. E
é dentro deles que precisamos, como num labirinto, numa corrida
de obstáculos, aprender a achar qual é o nosso caminho. Buscamos,
todo o tempo, encontrar uma situação em que não existam estas
limitações ao que desejamos, à maneira como queremos que nossa
vida aconteça. Buscamos nos livrar da incômoda sensação do
impedimento dos desejos: buscamos a liberdade. Mas como alcan-
çar isto, se o limite é inerente ao nosso campo de existência?
Muito bem: como qualquer resultado de uma emissão
energética (tal, por exemplo, uma música que vem da emissora de
rádio), quanto melhor sintonizados com a fonte geradora, mais
clara e nítida será a recepção e o acontecer deste resultado.
A Fonte (que podemos chamar de Deus, se quisermos)
representa a Perfeição, o Ideal. Ali, todos os elementos estão
contidos numa convivência pacífica, atuando uns sobre os outros,
sem a agressividade do que chamamos de conflito. É o estado de
Harmonia soberana. Portanto, atenção: a Perfeição não é causada
pela ausência de "certos" elementos que nos parecem perturbado-
res da Ordem. A Perfeição é o perfeito equilíbrio dos contrários que
se confirmam entre si, é a convivência harmoniosa de todos os
elementos contidos num campo ou situação. É o todo. A Plenitude.
É Deus.
porque, quando nos referimos a Deus-ou à Fonte-
utilizamos as expressões onisciente, onipresente, etc. Sempre co-
locamos o aposto omni - que quer dizer todo, para reforçar as
idéias de que Ele está em toda parte, de que Ele tudo pode, etc.
Ou
seja: Deus é igual a tudo, ao todo, à Plenitude. Ele é a semente
que,
por gerar todas as coisas, obrigatoriamente, tem que tudo
conter.
Ora, se assim é, e se o Universo por Ele gerado se mantém num
estado de equilíbrio, é porque é possível que tudo o que existe
conviva pacificamente, em harmonia.
Por que então nos sentimos nós, seres humanos, que so-
mos uma ponta, um resultado dessa emissão energética perfeita,
constantemente desequilibrados, desarmonizados e fora do prumo?
É muito simples: à medida em que estas freqüências ener-
géticas emitidas pela Fonte se aproximam do campo material, elas
saem do seu estado original de plenitude, onde não existe divisão
palpável, e começam a se individualizar, através do processo de
limitação, de criação dos limites.
Ora, nós, que vivemos exatamente neste campo dos limi-
tes, não podemos, necessariamente estar, como Deus, em todos os
lugares ao mesmo tempo e experimentar todas as coisas simulta-
neamente. Somos, pois, submetidos a um constante e ininterrupto
processo de escolha.
Daí, criamos uma categorização que não existe além do campo
material, de bom e ruim, segundo a qual exercemos estas nossas
escolhas. A cada momento tenho que decidir de que lado da
fronteira vou seguir meu caminho - se como ou fico com fome,
se minto ou digo a verdade, se saio ou se permaneço, etc. Então
sou obrigado a recorrer a estas categorias para escolher, pelo
menos teoricamente, o que parece bom" para mim naquele mo-
mento da escolha.
Ocorre que, como o nosso contexto de existência é imen-
nsamente conturbado por todo tipo de interferências, fácil e
cons-
tantemente nos confundimos, perdendo a percepção do que é
realmente o bom para nós e nos atirando naquilo que parece ser o
bom naquele instante. E aí é que perdemos o rumo e nos desequi-
libramos.
Então aqui vai uma dica imensamente importante: só al-
cançaremos o estado de equilíbrio, a conexão mais clara possível
com a fonte, a perfeição desejada, quando formos capazes de parar
de nos julgar. "
A imagem "piegas" do Amor, enquanto sentimento que
representa a Harmonia, é muito mal apropriada pelo ser humano.
Esta conotação quase pejorativa, que dá uma idéia de que "amar"
é meio igual a ser bobo, é uma maneira que o ser humano encon-
trou para desvalorizar aquilo que mais deseja e menos consegue,
ou seja, amar e ser amado, viver num estado perene e imper-
turbável de amor. É sempre mais fácil atacar e diminuir aquilo que
não alcançamos do que reconhecer o nosso fracasso e incapacida-
de.
O amor é o estado de compreensão. Quando dizemos
"Deus é Amor", isto significa que "Deus é a situação em que tudo
está compreendido". Portanto, quando existe amor, não existe
julgamento. Nada está excluído. A presença do amor não escolhe,
contém. Posso ter discernimento e crítica a respeito de alguém que
eu amo, mas não excluo nenhuma de suas partes-eu compreendo
todos os elementos que compõem esta pessoa. Por isto, o gesto que
simboliza o amor, o afeto, é o abraço, dentro do qual o objeto
amado fica completamente compreendido. Mais ainda, quando nos
acoplamos a alguém através de um ato de amor físico (físico?),
levamos esta ação de compreensão ao ponto extremo da fusão, ao
momento do orgasmo em que nos confundimos inteiramente com
o universo e todo e qualquer limite desaparece.
No entanto, o estado de orgasmo, esta fusão ilimitada com
tudo o que existe, esta sensação de Plenitude, não acontece apenas
através da ligação com outro ser humano. Pelo contrário, ele é fruto
de um contato total com nós mesmos e isso ocorre através de um
parceiro quando esta ligação nos remete ao que somos e nos permite
exercermos o nosso ser da maneira mais completa.
Vamos então entender como podemos "driblar" a situação
dos limites dentro dos quais existimos e alcançar a plenitude, a
harmonia, a perfeição.
É o seguinte: os limites que conhecemos se referem ao que
temos ou fazemos - jamais ao que somos. O SER é uma particula
essencial e intocada do todo universal, é a reprodução da fonte
macrocósmica na instância microcósmica em que nos percebemos
existindo neste momento. Quer dizer: o que somos, cada um,
contém necessariamente todas as possibilidades de acontecimen-
tos, um potencial infinito, já que reproduzimos a própria
estrutura
da fonte. É como se fôssemos uma semente recém-saída de um
fruto, mas que foi gerada de uma semente original que provocou
raiz, caule, flor e o fruto até chegar à nova semente - cada um de
nós-que reproduz e contém as mesmas possibilidades da semen-
te primeira da qual se originou.
Como esta semente nova vai desenvolver e o que vai acon-
tecer concretamente a partir de sua existência, vai depender das
condições do campo real onde ela vai ter que se desenvolver.
Algumas de suas possibilidades potenciais poderão ser até com-
pletamente impedidas de germinar por causa das circunstâncias,
dos limites - mas isto não quer dizer que ela não contenha este
potencial no seu estado original de ser, naquilo que ela é.
Esta é a relação de Deus, da Fonte, com os seus seres
originados: uma Semente que gera diversas sementes com igual
potencial e possibilidades. Que serão condicionados pelo campo
onde vão brotar.
Isto quer dizer que o SER, em si, é livre. Mas as condições
que o cercam, muitas vezes, são aprisionantes. Assim, sementes
completas que somos, vamos lutar com unhas e dentes buscando
atravessar as condições adversas para dar o fruto mais sereno e
sólido, e permitir a continuidade gerando novas sementes em
condições cada vez mais ideais de existência.
Toda vez que nos voltamos para a realidade do SER,
daquilo que realmente somos, conseguimos não ser derrubados
pelos limites ao que pretendemos ter ou fazer. O ser é
permanente,
o ter e o fazer, transitórios, passageiros. São apenas
circunstâncias.
Porém, de uma forma natural, nos confundimos. E então
entramos num estado de desânimo e desestruturação por não
perceber que as circunstâncias passarão, e, se tivermos consciência
do que somos, sabemos que permaneceremos e temos apenas que
lidar com as mudanças.
Como aprender a diferenciar? Prestando atenção. Sou, por
exemplo, uma pessoa honesta, empenhada em realizar um traba-
lho que posso e quero fazer. Mas a circunstância é de que só posso
realizá-lo se for desonesto e eu me recuso, vivenciando uma sen-
sação de impedimento e perda. Sou uma pessoa pronta para amar,
encontro alguém que me parece ideal e a pessoa, às vezes até
não admitindo me amar, se recusa a entrar na relação. Sou uma
pessoa
com um intenso desejo de viajar, mas o dinheiro que tenho não é
suficiente. Se eu começar a me convencer de que eu é que sou
incapaz, incompetente, fracassado, sem entender que são circuns-
tâncias que não se acasalam, não se coadunam com aquele instante
do meu ser que se projeta numa possível ação ou posse, se acredito
que estou errado por não ter conseguido, estou perdido. Da mes-
ma forma que não posso me pôr como eterna vítima das circuns-
tâncias, como se eu não fosse capaz de atuar sobre a minha própria
vida, não tivesse responsabilidade alguma.
Eu, o SER, atravessarei todas as situações, interagindo com
elas num processamento de influências mútuas que moldam o
curso do universo, mas jamais me tornarei nenhuma das circuns-
tâncias que me cercam. As negativas-assim como as afirmativas
- desta interação são apenas parte do caminhar, nada mais. E
assim devem ser vistas.
Se não posso realizar meu projeto sem violentar minha
honestidade, se não posso ter a relação porque o outro se recusa
se o dinheiro que tenho não me deixa fazer a viagem, isto não é
um atestado de incapacidade. Isto é uma não confluência de
elementos. Isto é uma conjugação que não aconteceu. Da mesma
forma que em outros momentos, outras acontecerão. E, quando as
realizações acontecem, devemos ter em mente, igualmente, que as
conquistas também são conjugações circunstanciais e, portanto,
igualmente passageiras.
Lembre-se sempre: nada, acerto ou erro, depende exclusi-
vamente de um único lado. Sempre é um ato conjugado.
Se mantivermos a consciência de que o SER permanecerá
intacto - abalado momentaneamente, talvez, pela decepção ou
pela euforia - mas inteiro em sua essência e qualidade, consegui-
remos nos sentir livres, e não sermos subjugados pelas circuns-
tâncias. Ultrapassaremos os sofrimentos momentâneos sem ser-
mos por eles derrubados como se fossem uma situação definitiva,
e jamais nos desligaremos da esperança. Principalmente, nunca
nos cobraremos o que não é para ser cobrado.
A compreensão de que somos o que somos, e na inter-
relação com os limites circunstanciais conseguiremos ou não exer-
cer as possibilidades do nosso ser, é intensamente libertadora.
Vai
permitir que não nos julguemos todo o tempo. Que compreendamos
o que somos - ou seja, que aprendamos a amar a nós mesmos.
Esta compreensão do SER, sem culpas e sem cobranças, resgata a
nossa auto-estima, o nosso amor-próprio. E nos permite estar bem
em qualquer situação - porque sabemos sempre que outra virá e
acompanharemos a mudança, aproveitando as nossas chances.
A auto-estima equilibrada gera a autoconfiança e nos faz
ficar de bem com a Vida, abre os nossos canais de relacionamento
para igualmente compreender os outros e, assim, poder amar e ser
amado.
Amar a nós mesmos nos leva à Plenitude e à Perfeição.
Porque quando nos amamos, compreendemos os nossos contrá-
rios, nosso "bem" e nosso "mal" - sem julgamentos, apenas
contendo tudo o que somos. E, quando alcançamos este ponto -
o da compreensão do que somos -, reproduzimos precisamente
a situação da fonte. Nos encontramos acima e além da pressão de
qualquer limite. E podemos dizer com segurança: "Eu sou Deus".
Ou: "Eu sou o Filho de Deus".
O segredo do equilíbrio consiste, pois, em buscar uma
conexão constante e clara com a fonte. que esta busca é todo o
tempo abalada pelas interferências do contexto em que vivemos.
E é isto que causa o nosso desequilíbrio, a desestruturação.
Como atuam, pois, os agentes energizadores, como os
cristais, no redirecionamento das nossas intenções para reconec-
tarmos com a fonte a cada vez que dela nos desviamos?
Exatamente como um sintonizador dentro de um rádio,
que limpa as interferências. As freqüências energéticas que encon-
tram "no ar", isto é, nos níveis não materializados, serão
projetadas
no campo da matéria, compondo cada um dos seus elementos,
inclusive o ser humano.
A espinha dorsal energética - ou seja, a parte materiali-
zada do nosso eixo, do canal que nos liga à Fonte através de todas
as dimensões - é uma reprodução condensada de todas as fre-
qüências existentes no Universo.
Podemos imaginar isto como se fôssemos compostos de
várias faixas de freqüência. Do pé à cabeça teríamos basicamente
oito faixas, as de baixo mais densas e as de cima mais
rarefeitas.
Como se fôssemos um dial de rádio na posição vertical. E, assim
como no dial cada estação capta e transmite um tipo de assunto,
no dial da nossa espinha dorsal cada faixa vai responder por uma
questão.
Quando uma das nossas "estações" - ou seja, uma ques-
tão da nossa vida - é atingida, sofre uma interferência, recor-
remos a qualquer instrumento que nos permita sintonizar no-
vamente a freqüência perturbada, restabelecendo o equilíbrio
energético.
Estas diversas freqüências energéticas são por nós identi-
ficadas como cores. Quanto mais "pesadas", compactas, densas as
vibrações destas freqüências, mais escuras as cores de que as
chamamos, até chegar ao preto, que corresponde a uma densidade
total, a um campo fechado. Quanto mais "leves", rarefeitas, mais
claras as cores com que as identificamos. O que chamamos de
cores
são impressões visuais que nos ocorrem quando nosso olho foca-
lizá cada uma destas diversas e diferentes densidades de freqüên-
cia energética.
Quando uma pedra contém alguma cor, isto significa que
ela possui a capacidade magnética de captar e emitir ondas
corres-
pondentes à freqüência que identificamos como aquela cor es-
pecíffica. Simbolicamente (ou fisicamente?) tal pedra vai atuar
como equilibrador da questão regulada por esta faixa de vibração.
Vai "limpar" o fluxo energético, reorganizando os componentes
do campo.
Assim, quando uma questão qualquer em nossa vida sofre
uma interferência, utilizamos - o que significa conviver de qual-
quer maneira com a pedra - o cristal correspondente àquela
questão para sintonizar e rearmonizar a freqüência e, conseqüen-
temente, o eixo, fazendo fluir melhor a nossa vida em todos os
sentidos.
A ORGANIZAÇÃO DOS CHAKRAS
O que chamamos de chakra é o exato ponto de encontro
- ou de passagem - entre o que é matéria e o que não é matéria.
É o ponto em que a energia abstrata se torna matéria e vice-versa.
Portanto, quando queremos trabalhar esta conexão, trabalhamos
sobre este ponto.
Isto quer dizer: jogamos o tipo de energização que estamos
utilizando - respiração, cor, cristal, mão, etc. - sobre o ponto do
corpo que determinamos como sendo um chakra, para equilibrar
o contato, naquela faixa de freqüência, entre a sua porção material
e a não-material.
Ou seja: a cada uma das faixas de freqüência que compõem
o nosso dial, o dial da nossa espinha dorsal energética, chamare-
mos de chakra e representaremos por uma cor. Quando traba-
lhamos, pois, a eliminação das interferências que permitem a
realização no campo material de tudo que é emitido de outras
dimensões para nós, vamos trabalhar sobre o ponto do corpo, a
área física que chamamos de chakra e utilizaremos a energia pura,
ou a cor, que ative a parte do fluxo interrompida.
Assim como uma estação de rádio, cada chakra vai captar
uma onda no ar e colocá-la no contexto onde o aparelho (= nós
mesmos) se encontra, de uma forma palpável. Se sintonizamos na
estação "A", ouviremos uma transmissão de esportes, na "B", jazz,
na "C", noticiário. Do mesmo modo cada chakra vai emitir um tipo
de questão. Vejamos, então, quais são estas correspondências.
Antes, porém, gostaríamos ainda de fazer uma observação
fundamental: o que nos protege e nos equilibra não é a presença
fisica
do cristal - nem de nenhum outro energizador - mas o fato de
que este instrumento nos estrutura, estrutura e solidifica a
questão
correspondente em nossa vida, fortalecendo-a e nos tornando
pouco vulneráveis.
O exemplo mais nítido disto é exatamente o chakra de
base, ou seja, aquele que significa a proteção. Ou, como se diz
popularmente, "proteção contra energias negativas". E o que são
energias negativas? São "forças ocultas" que nos derrubam à nossa
revelia? Claro que não - são os espaços não ocupados pelo nosso
positivo, isto é, pelo nosso acontecer, pela nossa concretização,
pelo visível e palpável.
Este chakra, o chakra de base, quer dizer concretização. Pé
no chão, em todas as coisas concretas da nossa vida. Localiza-se
na região dos pés. É a formação da raiz. Quando dizemos, pois, que
as pedras desta área (turmalina preta e quartzo fumê, basicamen-
te) nos protegem, não estamos querendo significar que a presença
física da pedra em nosso ambiente vai se interpor, tal um "super-
herói", entre nós e as "energias negativas" que nos "atacam". Não
se trata disto. A pedra, conforme já explicamos, vai atuar como
equilibrador da questão abalada.
No caso deste chakra, a questão é a nossa firmeza na
concretude dos nossos caminhos, o nosso entendimento com a
nossa realidade concreta e objetiva, menos frágeis e vulneráveis.
Mais imunes aos "ataques" de qualquer tipo - dos quais, aliás,
nem nos lembramos quando estamos bem, nos sabendo em chão
firme. E é esta firmeza, trabalhada e encaminhada, sim, pelo uso
do cristal, que vai de fato ser a nossa proteção, e não qualquer
outra
coisa fora de nós.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva