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domingo, 3 de janeiro de 2010

OBSIDIANA

Pedra da justiça. Pedra da revelação.

Esta pedra é o chamado "pão-pão, queijo-queijo", ou "os
pingos nos is". Ela põe tudo no devido lugar, fazendo justiça. Ao
contrário da leopardita, que desmascara as aparências de uma
forma branda, a obsidiana não tem perdão, é contundente: quando
ela mostra a verdadeira face de uma situação-ou as verdadeiras
faces, porque vai apontar todos os lados - o faz de uma maneira
radical e, geralmente, sem volta. Mas também, tão bem-feita, que
nem sequer sentimos a sensação de perda, apenas entendemos que
aquilo não nos serve, se for o caso de largar a situação ou
pessoa.
Ou temos a clareza do que fazer, quando é algo que nos exige
qualquer providência.
Lembre-se de que quando você está usando a obsidiana
para saber o que ocorre com pessoas ou situações que lhe dizem
respeito, a sua própria posição também será colocada às claras.
Jorge B. era empregado numa livraria esotérica e resolveu colocar
na mesa de trabalho várias obsidianas para "funcionar como uma
metralhadora, revelando todos os inimigos ao mesmo tempo". Foi
vítima de sua própria carga pesada: em menos de vinte e quatro
horas descobriu-se que ele cometia pequenos e constantes roubos,
do tipo cobrar mil cruzeiros a mais sobre cada livro que vendia.
Foi despedido.
A obsidiana é uma pedra muito pesada e deve ser usada
com cuidado. Na verdade, sua origem é a lava vulcânica, da qual
é formada, e é a única pedra que não contém água em sua estru-
tura. Não deve, pois, ser usada junto ao corpo, porque tende a
"sugar" nossas emoções (simbolizadas pela água), podendo nos
fazer sentir pesados, depois de um certo tempo. A não ser que
você
seja uma pessoa extremamente aérea. Mas o melhor é utilizá-la
deixando-a no ambiente e, quando terminar o que tiver para
fazer,
desintencione-a e deixe-a em qualquer cantinho, sem sufocá-la.
Use para uma tarefa de cada vez.
As revelações que a obsidiana é capaz de fazer são dos
mais diversos tipos: já atuou eficazmente em casos onde se encon-
traram ladrões e assassinos, literalmente fazendo justiça. Muito
comumente é usada num ambiente em que parece haver "algo
estranho", para revelar quem é quem, ou sobre o nome de alguém
que nos pareça "suspeito". Maria Clara Z., por exemplo, estava
suspeitando de que uma de suas empregadas a roubava. Colocou
o nome sob a pedra. No elevador, ouviu uma conversa de duas
outras empregadas do prédio que não a conheciam, contando que
era a sua segunda empregada que andava "armando" para incri-
minar aquela de quem ela suspeitava. Descoberta a verdade, usou
a turmalina preta com quartzo rosa para afastar sem atritos a
verdadeira culpada, que acabou se demitindo.
Mas as possibilidades de uso da obsidiana são realmente
incríveis. É uma pedra altamente poderosa. Um de seus usos mais
interessantes é para encontrar o diagnóstico em casos de saúde
confusos. Coloca-se a pedra sobre o nome da pessoa, ao ládo do
quartzo verde, ou de qualquer outra pedra verde.
Quando se deseja uma revelação a respeito de uma ques-
tão específica, põe-se a obsidiana ao lado de uma pedra do
chakra
correspondente e, havendo pessoas envolvidas, sempre sobre o
nome das pessoas escrito num papel. Assim, Lucia V. estava com
um trabalho, um armário, preso num carpinteiro que jamais lhe
respondia ao telefone. Colocou o nome dele com a obsidiana e um
fumê junto, para saber se ele iria concretizar ou não a entrega,
e o
homem acabou aparecendo. Beatriz C. usou a obsidiana com o
quartzo rosa para saber quem era na verdade o homem com quem
estava se envolvendo, pois achou que sua paixão não a deixava
enxergar. Atitudes mostraram que era uma ótima pessoa. Já Tereza
e Bernardo L., cuja filha estava em vésperas de se casar,
resolve-
ram, por via das dúvidas, colocar a obsidiana sobre o nome do
noivo, que conheciam há anos. Casualmente, o encontraram com
outra e descobriram que era o famoso "tremendo mau-caráter". O
noivado foi desfeito.
A obsidiana tem sido usada ainda por pessoas que desejam
se revelar profundamente para si mesmas, inclusive nas sessões
de psicoterapia. Neste caso, deve ser usada pelo cliente, para
evitar
um envolvimento indesejável causado pela possível revelação das
emoções do terapeuta. Foi também usada por famílias onde as
pessoas queriam se mostrar umas às outras como realmente eram,
buscando um melhor entendimento. A pedra foi usada no ambien-
te, sobre o nome de todos, e, em alguns casos, acoplada a um
cristal
da área da comunicação (quinto chakra).
A obsidiana pode e deve ser usada, é claro, em todas as
questões judiciárias. Quando você tem certeza de que está com a
razão.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

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