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domingo, 3 de janeiro de 2010

OPALA

Pedra da plenitude. Pedra da Fonte Geradora.

A opala tem sido considerada uma "pedra de azar" por
puro mal-entendido: apenas, foi vilã de um romance de Sir Walter
Scott, escritor inglês, e isto lhe valeu a má fama que nem a
rainha
Vitória conseguiu dirimir. A rainha descobriu que possuía minas
valiosas de opala na Austrália, então sob domínio britânico, e
obrigou as damas da corte, assim como ela mesma o fez, a usar
vestidos bordados com opalas, para tentar apagar a má fama que
o romance havia criado. Mas não foi exatamente bem-sucedida -
continuou-se a dizer que a opala "pega" as influências e energias
quaisquer de um ambiente.
Não é bem assim, aliás, o ponto de vista é contrário: a opala
é a única pedra que não tem uma estrutura molecular definida e
contém muita água. Por isto, quando a olhamos, percebemos que
capta as cores (lembra um pouco a madrepérola). Na verdade, é
uma pedra de um incrível fortalecimento, pois esta sua capacidade
de absorção faz com que possa tudo conter, representa a plenitude.
A opala é, pois, apedra da Fonte, do Todo. No candomblé,
inclusive, é a pedra de Oxalá. Trabalhamos com ela para saber
como alcançar e direcionar a nossa plenitude. Este trabalho é
acoplado com o uso da magnetita ou da hematita. (Vide "O casa-
mento da opala com o minério de ferro", neste livro.)

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

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