O quartzo rosa - ou cristal cor-de-rosa, como é mais
conhecido, é a pedra que vai cuidar do equilíbrio afetivo por
excelência, trazendo a harmonia interna e externa, em função da
não-existência da carência e suas conseqüências desestabilizado-
ras de pessoas e ambientes, das relações consigo mesmo e com os
outros.
Usado normalmente, o cristal cor-de-rosa vai eliminar a
angústia, a depressão e levantar nossa auto-estima, balancear
nossas questões afetivas. Deve estar presente em qualquer situa-
ção em que se queira a recuperação e manutenção da harmonia.
Esta pedra possui, porém, uma função específica, que é a
de fazer o trabalho do resgate da carência afetiva, sobre o qual
já
falamos em nossos livros anteriores. No entanto, vamos recordar
e complementar a informação de como ele exerce esta função: antes
de mais nada, este "tratamento" da carência afetiva não pode ser
feito para outra pessoa, e tem que ser uma decisão consciente e
escolhida, uma vez que ele nos levará a uma "viagem" por situa-
ções do passado em que nos sentimos desvalorizados, para nos
mostrar que não tínhamos de fato razão alguma para nos sentir-
mos desvalorizados e baixar nossa auto-estima. Tal viagem pode
ser às vezes dolorida e mesmo angustiante - e caso isto se torne
insuportável, basta desintencionar e parar de vez ou momentanea-
mente com o tratamento. Por isto ele só pode ser feito para nós
mesmos - pois não temos como saber seus efeitos sobre o
emocional de outra pessoa.
Uma vez intencionado o início de resgate, mergulham
num processo de seis meses a um ano e meio, em que vamos voltar
de alguma maneira ao passado. Isto pode acontecer através de
insights, sonhos, conversas ou voltasreais à situação. Vamos
contar aqui alguns exemplos de como isto se dá. Lembre-se sempre
de que quando falamos em afetivo não estamos nos referindo a
terceiros amorosos apenas, mas às relações que são os fundamen-
tos da nossa afetividade através da nossa formação.
Sônia S. começou a usar o cristal cor-de-rosa e um belo dia
teve uma crise inexplicável de choro, sentindo muita raiva e má-
goa. Lembrou-se então de um episódio que havia apagado com-
pletamente da memória: quando era menina, sua mãe, uma mu-
lher de origem humilde, conseguira para ela uma vaga num
colégio interno. Certo domingo, ao ir visitar a filha, ouviu uma
queixa qualquer da freira a respeito da menina, uma coisa boba.
Mas, com medo de perder a bolsa e pensando agradar a freira, a
mãe de Sônia entrou no dormitório e, sem dizer uma palavra,
deu-lhe uma violenta e dolorosa surra. Sônia, paralisada pelo
espanto, não verteu uma lágrima. Até o dia em que o cristal rosa
"desenterrou" o fato, mostrando a ela que não tinha culpa, que
fora mera tolice da mãe.
Cláudio B. havia terminado mal um casamento, sem esgo-
tar a relação, nem conversar direito. Viajou para o exterior por
três
anos e, ao voltar, começou um namoro. Mas não conseguia engre-
nar relação alguma, por conta das coisas que haviam ficado perr
duradas no casamento mal resolvido. Um dia, a namorada nova
cansou-se, separou-se dele, mas antes lhe deu um cristal rosa
para
ajudá-lo a resgatar o passado afetivo. Casualmente, Cláudio reen-
controu a ex-mulher. Acabaram voltando a viver juntos e, depois
de alguns meses, terminaram novamente a relação. Só que desta
vez sem brigas e sem mágoa, entendendo apenas que era o melhor
para os dois.
Carolina D., hoje uma senhora com mais de sessenta anos,
teve um noivo na sua juventude que, subitamente, rompeu com
ela e casou-se com outra. Durante anos conviveram nos salões da
sociedade mineira sem que ela jamais tivesse entendido o porquê
daquele rompimento. Um belo dia, Carolina estava em visita à
fazenda de seus pais, no interior, e se preparava para a viagem
de
volta, quando um carro com chofer apareceu trazendo-lhe o con
vite do ex-noivo- hoje um político influente - para que voltasse
com ele até Belo Horizonte no seu jatinho particular. Ele estava
passando por ali em campanha e soubera que ela estava lá. Caro-
lina aceitou e, para seu espanto, durante mais de uma hora no
avião, quase cinqüenta anos depois, ouviu dele todas as explica-
ções que sempre desejara, e entendeu que não tinha havido nada
de errado com ela. Num certo momento, o ex-noivo interrompeu
a conversa, espantado com sua própria atitude, e disse a ela que
não estava entendendo por quê, depois de tanto tempo, tivera
necessidade desta conversa. Ao que ela respondeu, rindo, e sem
que ele pudesse compreender. " Ivlas eu sei: é o cristal
cor-de-rosa!"
Paula T. tinha um histórico de relacionamentos mal acaba-
dos. Ao começar a viagem do cristal rosa em busca do resgate,
teve
uma série de sonhos em que conversava com os ex-namorados,
posicionando-se. Em função disto, conseguiu reabilitar sua auto-
estima, compreendendo, através das conversas nos sonhos, sua
verdadeira posição em cada episódio, sem cobranças e desvalori-
zações, e acabou conseguindo ser bem-sucedida no amor.
Danilo V., um rapaz de 17 anos, declarou que iria usar o
cristal, mas não tinha nada a resgatar, já que se considerava
jovem
demais para ter um passado. A única coisa importante de que se
queixava era a perda de uma amiga, com quem discutira e, em
seguida, ela se mudou da cidade, e ele a perdera de vista,
sentin-
do-se culpado pela maneira como agira. Assim que começou a usar
o cristal, recebeu uma carta desta amiga anunciando que viria à
cidade de origem, e acabaram se reencontrando e resgatando a
amizade.
São inúmeros e fantásticos os "casos" do cristal cor-de-ro-
sa. Dariam um livro inteiro por si só. É uma viagem que vale a
pena, e ela termina quando conseguimos afirmar que somos per-
feitamente gostáveis e acreditar que quem se relaciona conosco só
tem a lucrar. Neste momento estamos prontos para retomar - ou
para finalmente iniciar - os relacionamentos afetivos bem-suce-
didos. Para abrir estes caminhos do coração vamos utilizar as
pedras verdes e rosa que têm caminhos (turmalina, rodonita,
rodocrosita e malaquita).
O cristal cor-de-rosa é excelente para crianças, pois balan-
ceia na hora em que acontecem as possíveis causas de uma futura
carência, fazendo com que a criança ponha pra fora o que a magoa,
o que a perturba, e não deixe que isto se entranhe e se torne um
buraco sem fundo à disposição de qualquer analista ou guru no
futuro.
Além disto, o quartzo rosa é um ótimo calmante, excelente
contra insônia, inclusive. É também tiro e queda para apaziguar
ambientes exaltados em geral. Reduz a agressividade e a ansieda-
de.
É também chamado de pedra do colo. Segurá-lo sempre
traz uma agradável sensação de conforto, de consolo. De não se
estar sozinho, abandonado. Nos casos de angústia e depressão,
pode ser colocado no meio do peito, entre os mamilos, na altura
do coração. Ou carregado no sutiã ou no bolso da camisa. É um
grande e carinhoso amigo.
Texto retirado do livro:
Cristal não é aspirina
de:
Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic
Editora objetiva

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.