A imagem da malaquita sempre me é mostrada como
aquela ponte de madeira balançante sobre o abismo, que
aparece nos filmes tipo Indiana Jones. Isto porque sua função é
exatamente garantir as pontes de relacionamento onde a afetivi-
dade é complicada e conturbada. Permite que se atravesse as
tormentas e despenhadeiros com relativa, pelo menos suficiente,
segurança, mantendo os elos concretos necessários. Como no caso,
por exemplo, de parentes (mãe e filho, cunhados, etc.), que têm
uma relação difícil, com ressentimentos, má comunicação, diver-
gência, mas que, por força de serem uma família, muitas vezes até
de morarem juntos, precisam se relacionar. A presença da mala-
quita nestes casos permite que se mantenha uma convivência ao
menos minimamente decente, viável.
A malaquita vai também nos mostrar quem são os nossos
cúmplices nesta vida. De um modo geral e também em situações
específicas. Como quando nos juntamos a um grupo de qualquer
tipo e não conhecemos as pessoas, mas precisamos estabelecer com
quem fazer as alianças necessárias. Neste caso, a malaquita vai
nos
apontar tais pessoas, principalmente quando usada em conjunto
com a leopardita (ou pele de leopardo, ou leopard).
Texto retirado do livro:
Cristal não é aspirina
de:
Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic
Editora objetiva

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