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domingo, 3 de janeiro de 2010

OLHO-DE-TIGRE

Pedra da descomplicação.

O olho-de-tigre é uma pedra muito bonita, encontrada nas
cores marrom-dourado, azul ou vermelho. À medida em que a
viramos, é como se uma luz se movesse na sua superfície, moven-
do a sua cor em nuances diversas. Isto significa que esta pedra
nos
permite enxergar as várias nuances de uma questão que parece
muito embrulhada, entender seus vários ângulos. Ver, como o seu
próprio nome diz. O olho-de-tigre deve ser utilizado nas situações
em que é preciso olhar e ver. Enxergando, mesmo não entendendo,
conseguimos perceber por onde ir, que movimento fazer. Descom-
plicar.
O olho-de-tigre marrom serve para descomplicar as situa-
ções concretas, como um todo. Por exemplo: Renata V. conseguiu
atravessar uma briga de família por causa de uma herança, uma
situação em que cada um dizia uma coisa e todos queriam ter
razão, com o uso do olho-de-tigre. Carlos T. estava pendurado há
um longo tempo numa série de entraves burocráticos para acionar
uma bolsa de estudos já conseguida, e pôs tudo em andamento
graças ao olho-de-tigre marrom.
O olho-de-tigre vermelho descomplica nossas atitudes. É
a pedra da saída. Feita para aquelas situações em que é preciso
agir,
encontrar uma solução de qualquer jeito, independente da com-
preensão. por exemplo: Regina M. estava com obras em casa, e as
coisas de ordem prática se complicaram a um ponto extremo, tudo
na mais perfeita desordem. O olho-de-tigre vermelho permitiu que
ela não se estressasse, agindo da forma mais conveniente, desde o
lidar com os operários, até à organização das coisas que estavam
todas fora do lugar. Esta pedra nos faz funcionar dentro das
confusões práticas e emocionais como se ligássemos um piloto
automático.
O olho-de-tigre azul descomplica o pensamento e a comu-
nicação. É para aquelas situações em que pensamos, pensamos,
pensamos, ou falamos, falamos, falamos, e parece que estamos
andando em círculo, sem sair do lugar. Ela nos ajuda a achar o
fio
da meada e prosseguir, de alguma forma, reativando o movimen-
to. Fisicamente, trata das dislexias e problemas cerebrais
ligados à
fala e à comunicação.

Texto retirado do livro:

Cristal não é aspirina

de:


Virgínia Cavalcanti
e
Fréderic

Editora objetiva

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